Jornal do Brasil

Domingo, 22 de Outubro de 2017

Informe CNC

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Iniciativas que contribuem para o turismo esportivo

Informe CNC

O último painel do seminário Caminhos para o Turismo Esportivo, realizado em 19 de junho pelo Conselho Empresarial de Turismo e Hospitalidade (Cetur) da CNC, abordou iniciativas de êxito para o Turismo e o Esporte no Brasil.

Maria Luiza Dias, gerente de Desenvolvimento Físico-Esportivo do Sesc-SP, apresentou as ações da instituição voltadas para o esporte e a inclusão social. Segundo ela, o Sesc-SP trabalha com uma visão do esporte para todos, com educação para e pelo esporte. “Acreditamos que é uma oportunidade para o público estar próximo tanto dos eventos esportivos e também da prática esportiva”, afirmou.

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Maureen Flores, Ricardo Trade, Paulo Zuccaro, Maria Luiza Dias e Jorge Steihilber
Maureen Flores, Ricardo Trade, Paulo Zuccaro, Maria Luiza Dias e Jorge Steihilber

A gerente do Sesc-SP apresentou programas como o Dia do Desafio, que em 2017 contou com mais de 43 milhões de participantes em todo o mundo (O Sesc é o organizador no Brasil) e consiste em um único dia de diversas atividades, com o intuito de estimular a prática de atividades físicas e a sua inserção no cotidiano das pessoas.

Maria Luiza também falou sobre a criação de uma rede latino-americana para a promoção do esporte, com parceiros internacionais para a realização de ações de impacto. “Queremos capacitar e desenvolver parceiros e multiplicadores para que tenhamos resultados como uma rede consistente”, disse.

O vice-almirante Paulo Zuccaro, diretor do Departamento de Desporto Militar do Ministério da Defesa, falou sobre os investimentos feitos pelas Forças Armadas no desenvolvimento de atletas de elite. Segundo Zuccaro, as iniciativas vão desde o topo à base da pirâmide, com um programa que visava inicialmente ao desempenho dos atletas brasileiros nos Jogos Mundiais Militares, realizados no Rio de Janeiro, em 2011.

O sucesso do programa fez com que ele fosse continuado, gerando resultados positivos nas Olimpíadas de Londres, em 2012, e ainda mais expressivos nos Jogos do Rio de Janeiro, em 2016, quando dois terços das medalhas conquistadas pelos brasileiros vieram de atletas militares. “O esporte militar tem um lema que prega a amizade através do esporte. Não é a atividade-fim das Forças Armadas, mas é uma contribuição que julgamos relevante para o futuro do esporte nacional”, afirmou Zuccaro.

Em seguida, Ricardo Trade, ex-diretor da Confederação Brasileira de Voleibol (CBV), falou sobre os eventos que envolvem o vôlei brasileiro, que têm potencial de mobilizar cidades e turistas. Ele ressaltou a transformação vivida pelo País na última década, entre 2007 e 2017, com os diversos eventos esportivos que o Brasil recebeu nesse período. “Hoje nós temos hotéis com quartos disponíveis e aeroportos que funcionam melhor do que antes. Ficaram como um legado para os brasileiros”, disse.

Trade também afirmou que o voleibol realiza mais de 70 eventos por ano, um esforço nascido da conversa entre a CBV e as prefeituras e patrocinadores locais, e que a união entre Turismo e Esporte é de suma importância. “O Turismo é a atividade econômica que vai salvar o nosso país”, completou.

Finalizando o último painel do seminário, Jorge Steinhilber, presidente do Conselho Federal de Educação Física, destacou a importância do planejamento estratégico do turismo nacional, afirmando que faltam políticas públicas para tratar tanto do turismo como do esporte. “Se queremos pensar em um País que precisa se desenvolver nessas áreas, é preciso políticas públicas voltadas para essa questão. A falta de estratégia para o esporte ou para o turismo vai impossibilitar todas essas questões que discutimos aqui no seminário”, disse ele.

A profissionalização das atividades físicas, na figura do professor ou instrutor de educação física, também é fundamental, segundo Steinhilber, que afirmou que é preciso pensar na responsabilidade pela integridade física do turista e a sua segurança. “Quem faz o esporte virar um aspecto de saúde, de formação ou de educação é aquele que orienta o esporte. Não adianta falarmos no desenvolvimento dessas áreas se não cuidarmos da segurança das pessoas que vão praticar essas atividades, e é aí que entra a importância do profissional de educação física”, finalizou Jorge Steinhilber.

Tags: cetur, educação física, esporte, painel, planejamento, profissionalização

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