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Série de ataques contra polícia na Chechênia é reivindicada pelo EI

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Uma série de ataques com um balanço de vários feridos executados nesta segunda-feira (20) contra a polícia na Chechênia, no Cáucaso russo, foi reivindicada pelo grupo extremista Estado Islâmico (EI), enquanto as autoridades da pequena república denunciaram uma tentativa de "desestabilização".

O autoritário dirigente da Chechênia, Ramzan Kadyrov, acusou os agressores em sua conta do Telegram, na qual assegurou que não tinha "nenhuma dúvida" de que "o grupo de jovens" que protagonizou este ataque agiu sob a influência nas redes sociais do grupo extremista, tentando "projetar uma sombra" sobre a festa muçulmana do Eid al-Adha, que na Rússia é comemorada na terça-feira.

Segundo o Comitê russo de Investigação, que abriu averiguações por tentativa de homicídio contra a polícia, houve três ataques.

Na cidade de Chali, dois homens tentaram entrar na delegacia de polícia pela manhã e feriram dois agentes com uma faca.

"Quase simultaneamente", em um povoado próximo, um jovem que estava com uma mochila nos ombros se aproximou de outra delegacia de polícia e se explodiu sem ferir ninguém. Aparentemente, o suicida teria sobrevivido.

Na capital, Grozny, um homem que dirigia um automóvel Mercedes Benz atropelou agentes da polícia de trânsito, para depois fugir e abrir fogo com uma arma automática contra os oficiais que o perseguiam.

"Os criminosos foram neutralizados", detalhou o Comitê de Investigação, identificando dois deles como moradores de Chali.

Segundo Kadyrov, dois policiais foram feridos em Chali, enquanto "oficiais de tráfego ficaram feridos" em Grozny.

"Todas as tentativas foram abortadas, os bandidos foram neutralizados e um dos criminosos tentou se matar, mas sobreviveu e foi levado ao hospital", disse o líder checheno no Telegram.

O EI reivindicou os ataques desta segunda-feira, segundo um comunicado divulgado por sua agência de propaganda, Amaq, citada pelo grupo SITE, especializado na vigilância de sites extremistas.

Após a primeira guerra da Chechênia (1994-1996), a rebelião separatista foi se "islamizando" de forma gradual e se estendeu para além das fronteiras desta república russa, convertendo-se em meados da década de 2000 em um movimento islamita armado ativo em todo o norte do Cáucaso.

No final de junho de 2015, este movimento insurgente jurou lealdade ao Estado Islâmico, organização que tem sido provedora de um grande número de combatentes para suas fileiras na Síria e no Iraque.

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