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Confronto favorecido no segundo debate na TV

Impostos, agronegócio, aborto e drogas foram os principais temas

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O formato do segundo debate entre os candidatos à Presidência da República na TV, ontem, na Rede TV, favoreceu o confronto logo no primeiro bloco, no qual, depois de responderem a mesma pergunta específica (por que o senhor quer ser presidente e o que é preciso mudar no combate à corrupção?), Alvaro Dias (Podemos), Cabo Daciolo (Patriota), Ciro Gomes (PDT), Geraldo Alckmin (PSDB), Guilherme Boulos (PSOL), Henrique Meirelles (MDB), Jair Bolsonaro (PSL) e Marina Silva (Rede) fizeram perguntas uns aos outros, cara a cara.

O mais atacado foi Meirelles, mais associado ao governo de Michel Temer, mas o primeiro confronto foi entre Ciro e Alckmin, quando o candidato do PDT perguntou ao tucano sobre o teto nos gastos públicos. Alckmin disse que “a razão do teto é que as contas públicas estouraram durante os governos do PT”. “Precisamos reduzir o tamanho do Estado”.

Na vez de Alckmin, ele escolheu continuar o debate com Ciro e perguntou ao pedetista quais seriam as prioridades dele para o agronegócio. e defendeu a simplificação tributária com a instituição do Imposto de Valor Agregado (IVA). “O brasileiro vai pagar um imposto só, em vez de cinco impostos”. Ciro, então, lembrou que propôs o IVA no Brasil em 1995, e que as lideranças de São Paulo sempre ficaram contra a ideia que prevê a tributação no destino da mercadoria. “Fico feliz que o amigo tenha evoluído, embora tenha ficado sempre contra a ideia do IVA”.

O primeiro candidato a citar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi Meirelles, que só no primeiro bloco falou o nome de Lula três vezes, ao lembrar que foi presidente do Banco Central na gestão do petista. Mas foi Alvaro Dias quem trouxe a inelegibilidade de Lula ao debate. “O político inelegível não é um preso político, é um político preso e essa encenação é uma afronta ao país”.

Bolsonaro tabelou com Daciolo ao perguntar sobre a possibilidade de liberação do aborto e das drogas. “Sou contra a liberação do aborto e das drogas”, disse o Cabo, sob a aprovação do adversário, antes de fazer sua pergunta a Boulos, afirmando que as urnas eletrônicas são fraudulentas. “O que pode fraudar a eleição é a influência do poder econômico”, respondeu Boulos.

Marina protagonizou embate com Bolsonaro, ao questioná-lo sobre a desigualdade nos salários entre homens e mulheres. “O salário igual está previsto na CLT”, disse ele, que acusou Marina de defender o aborto  e defendeu, também, que as mulheres tenham armas em casa. 



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