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Discussão sobre segurança pública domina debate entre candidatos ao governo do RS

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Os candidatos ao governo do Rio Grande do Sul priorizaram questões que envolvem segurança pública durante debate realizado nesta quinta-feira, 16, na Rádio Gaúcha, em Porto Alegre. O governador e candidato à reeleição, José Ivo Sartori (MDB), foi alvo de críticas dos adversários.

O encontro teve duas horas de duração e contou com a presença de Sartori, Eduardo Leite (PSDB), Jairo Jorge (PDT), Júlio Flores (PSTU), Mateus Bandeira (Novo), Miguel Rossetto (PT) e Roberto Robaina (PSOL).

No debate, ouvintes sugeriam assuntos, que eram apresentados aos candidatos para que comentassem - e todos escolheram falar sobre a questão da segurança pública. Sartori valorizou as ações do seu governo, afirmando que investiu mais e realizou concurso para a contratação de policiais. "Cumprimos o reajuste e estamos trabalhando na prevenção", disse o emedebista.

Eduardo Leite ressaltou a escolha do ex-chefe da Polícia Civil Ranolfo Vieira Jr. (PTB) como seu vice e afirmou que executará um plano "ousado e arrojado" para repor o efetivo das polícias e qualificar o sistema prisional.

O petista Miguel Rossetto afirmou ser "inaceitável" que estudantes deixam de ir à escola por medo da violência em pontos de ônibus e prometeu investimento em investigação e inteligência.

Jairo Jorge destacou seu trabalho como prefeito de Canoas (2009-2016) e criticou outros candidatos ao afirmar que o tema "tem que ser tratado pelo governador, não pelo vice ou por secretário".

Roberto Robaina também criticou os concorrentes e defendeu mudanças na política antidrogas. "Todos falaram a mesma coisa, aumentar o efetivo e a infraestrutura de repressão, mas não é só isso. Temos que mudar a política de drogas, que é falida", disse Robaina.

Júlio Flores disse que pensa "diferente" dos outros. Para ele, a solução é descriminalizar as drogas, tratar o uso das substâncias como problema de saúde e combater a miséria.

Críticas

Alguns candidatos também criticaram a gestão de José Ivo Sartori. Em resposta sobre questão relativa à educação, Roberto Robaina afirmou que é um "desrespeito" o governo não pagar em dia os salários dos professores e citou um aumento de 45% nos vencimentos do governador aprovado em 2014. "Esse reajuste os professores não tiveram", disse Robaina. Sartori, em suas considerações finais, chamou essa informação de "fake news". "Eu abri mão do aumento do salário", disse o candidato à reeleição.

Questionado por Sartori sobre desburocratização para aumentar os serviços aos gaúchos, Robaina criticou o MDB, do governador. "Temos o dever de combater a corrupção, e o MDB não só conhece, como pratica", disse Robaina, que também criticou o presidente Michel Temer (MDB). Sartori disse que não votou na chapa PT-MDB em 2014 e ressaltou que o candidato do PSOL não respondeu sua pergunta.

Outro candidato que criticou Sartori foi Miguel Rossetto. O petista afirmou que o governador deixa uma "herança desastrosa" nas finanças e disse ser "impressionante" o descontrole do Estado na segurança pública. Já nas considerações finais, o candidato do PT voltou a criticar Sartori e também se dirigiu a Eduardo Leite. "Sartori e Leite representam as duas caras do mesmo governo fracassado, que piora a vida dos gaúchos", disse. Os dois citados preferiram não responder.

Eduardo Leite e Mateus Bandeira - ambos de Pelotas - também protagonizaram um embate. Bandeira questionou o tucano se ele pretendia aumentar impostos como fez com o IPTU no município quando comandou a prefeitura da cidade (2013-2016). Eduardo Leite não respondeu a questão e discursou sobre suas propostas para as finanças do Estado.

Insatisfeito, Bandeira afirmou na réplica que houve aumento, já que possui imóvel na cidade. Na tréplica, Leite disse que ocorreu uma "revisão da planta de valores" e que o imóvel do candidato do Novo pode ter sido atingido pelo aumento. "Quem tem terrenos mais valorizados, tem que pagar mais. Talvez (Bandeira) esteja ofendido porque ele está pagando mais por ter mais condições", provocou o tucano.



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