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Dieta Digital

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Pense em quantas horas por dia você passa usando o celular. A média atual, de quase três horas e meia, é quarenta porcento maior do que há cinco anos. Agora pense especificamente no Facebook e no Instagram. Um novo conjunto de funcionalidades começou a ser lançado nas versões desenvolvidas para os dispositivos móveis das soluções da empresa de Mark Zuckerberg. Desde a última quarta-feira essas funções podem ajudar você a gerenciar melhor a maneira como gasta seu tempo nas plataformas. Os recursos incluem dados diários e semanais sobre o tempo gasto em cada aplicativo, um recurso para desativar temporariamente as notificações por push e um sistema de lembrete diário para notificá-lo quando você atingir um volume de horas de uso para um dia. Segundo a empresa, os recursos se baseiam nas mudanças feitas no feed de notícias em janeiro. O Facebook disse que priorizaria posts que, nas suas palavras, “estimulassem conversas e interações significativas”, bem como posts de familiares e amigos. Em um post no Facebook na época, Zuckerberg escreveu: "Uma das nossas grandes áreas de foco para 2018 é garantir que o tempo que todos nós gastamos no Facebook seja um tempo bem gasto”. No início deste ano, ex-funcionários de empresas como Google e Facebook criaram uma organização chamada Center for Humane Technology, concentrando-se na questão de repensar e redesenhar ferramentas para serem menos intrusivas. Seguindo a mesma linha, a Apple divulgou uma atualização do iOS em junho que permite aos usuários acompanhar quanto tempo eles estão gastando em seus telefones e aplicativos todos os dias. 

O grande paradoxo do processo de conscientização dessa dieta digital é que o sucesso da iniciativa deverá representar queda nas ações das empresas. Para faturar e lucrar, as FAANG (grupo formado por Facebook, Apple, Amazon, Netflix e Google Alphabet) precisam que seus usuários naveguem por horas. Só assim o turbilhão de conteúdo patrocinado irá aparecer nas nossas timelines e, desta maneira, poderá realizar o objetivo de transformar seus posts em vendas para seus patrocinadores.

A entrada do inocente 

Próximo de fechar abaixo de seis mil dólares, o bitcoin vive dias complicados. Em dezembro, a moeda valia pouco mais de dezessete mil dólares e suas transações faziam lembrar um show de rock. Inúmeros roubos registrados nos últimos meses, corretoras com problemas de liquidez e questões governamentais são alguns dos motivos pelos quais a moeda vem sofrendo uma forte crise de identidade. Seus compradores lidam com o fato de que seu valor pode cair até zero. Na verdade, há uma chance de 0,4% de que o bitcoin se torne inútil, de acordo com um novo relatório de dois economistas da Universidade de Yale. Momentos mais gloriosos só irão aparecer se as criptomoedas forem parcial ou totalmente implementadas. Por enquanto, mais uma vez, a entrada no inocente marcou o início do fim de uma era.

Concentrados

O mercado de educação executiva, fundamental para a manutenção da competitividade de empresas e setores inteiros, vem sofrendo uma profunda modificação. A entrada de escolas estrangeiras no ambiente competitivo, o conteúdo disponível gratuitamente pela internet e a inserção da tecnologia em sala de aula são alguns dos exemplos dos novos tempos. Um ponto importante na construção desse cenário é a demanda por conhecimento em tecnologia, matemática e empreendedorismo.

De olho nesse público, a Fundação Getulio Vargas lançou um programa de formação executiva de curta duração, através de cursos com conteúdos concentrados nestas e em outras áreas de conhecimento. A iniciativa marcará também uma nova presença da escola na Barra da Tijuca. Vamos ver como se sai a gigante da educação no complexo bairro que quase virou outra cidade.



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