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Delegação de Trump tem 'diálogo cordial' com Obrador

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Uma delegação de altos funcionários dos Estados Unidos liderada pelo secretário de Estado, Mike Pompeo, teve nesta sexta-feira seu primeiro encontro com o presidente recém-eleito do México, Andrés Manuel López Obrador, para um "diálogo cordial" em meio à tensa relação bilateral.

"Foi um diálogo bastante franco, respeitoso, cordial, é uma primeira conversa exitosa, acho que podemos ter um otimismo razoável de que o México conseguirá encontrar bases de entendimento e ter uma melhor relação com os Estados Unidos", resumiu em uma entrevista coletiva Marcelo Ebrard, nomeado chanceler do próximo governo mexicano.

Ele reconheceu que no encontro, que durou cerca de 40 minutos, não se falou do polêmico muro fronteiriço que Trump pretende construir e que quer que seja pago pelos mexicanos, nem sobre o tema de segurança. Os EUA ainda não deram uma reposta sobre a visita de Trump para assistir a posse de López Obrador, em 1 de dezembro.

"Um prazer visitar o México em minha primeira viagem como secretário de Estado", escreveu nesta sexta-feira no Twitter Pompeo, após aterrizar no hangar presidencial da Cidade do México, na companhia do assessor e genro de Trump, Jared Kushner; da secretária de Segurança Nacional, Kirstjen Nielsen; e do secretário do Tesouro, Steven Mnuchin.

O "prazer", contudo, será ofuscado pela dificuldade dos temas a serem tratados: a renegociação do Tratado de Livre Comércio da América do Norte (Nafta); o tráfico de armas, drogas e pessoas através dos mais de 3.000 km de fronteira compartilhada; e a "tolerância zero" de Trump para os migrantes sem documentos, que recentemente resultou na separação de milhares de crianças de seus pais após cruzarem a fronteira.

Mais cedo, o presidente Enrique Peña Nieto manifestou à comitiva visitante "sua preocupação pela política de separação de famílias migrantes instrumentalizada pelo governo americano", segundo um comunicado emitido após um encontro na residência oficial de Los Pinos.

As relações entre Estados Unidos e México se tensionaram desde que Trump chegou à Casa Branca, em janeiro de 2017, após uma campanha carregada de insultos contra os mexicanos, ataques contra o Nafta, vigente entre ambos os países e o Canadá desde 1994, assim como promessas de construir um muro fronteiriço e fazer com que o México pague por ele.

Pela primeira vez na história, os presidentes não fizeram visitas oficiais.



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