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Presidente de Asgardia, "a nação do espaço", toma posse

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Cansado das disputas políticas na Terra? Asgardia, autoproclamada primeira "nação do espaço", empossou seu presidente nesta segunda-feira em Viena e promete aos seus futuros cidadãos um Estado de paz e harmonia.

A cerimônia de posse do líder da nova nação espacial reuniu cerca de 200 pessoas no antigo palácio imperial de Hofburg, observou um jornalista da AFP.

Bandeira, hino, constituição: o "presidente" Igor Ashurbeyli, um engenheiro da computação e empresário russo, não esqueceu nenhum detalhe para dar substância ao seu projeto chamado Asgardia, em referência a uma cidade da mitologia nórdica.

Força motriz deste vasto empreendimento, lançado há dois anos, Ashurbeyli, que trabalhava para uma empresa russa de equipamentos militares, de acordo com o site da Asgardia, quer oferecer "uma estrutura filosófica, jurídica, científica e técnica para permitir acesso igualitário ao espaço para todos os povos da Terra", de acordo com um comunicado.

Segundo o empresário, cerca de 200.000 pessoas em todo o mundo já se inscreveram online para se tornar cidadãos asgardianos.

"Toda a história da civilização na Terra provou que a humanidade é apenas uma espiral perpétua de guerras sangrentas, batalhas por território e recursos (...)", disse o chefe de Asgardia em seu discurso aos parlamentares da "nação espacial".

"Ao se reunir em torno de Asgardia, a parte progressista da humanidade pode oferecer uma alternativa à civilização na Terra, substituindo a geopolítica pela política do espaço", prometeu.

Um ex-deputado liberal-democrata britânico, Lembit Opik, foi nomeado presidente do Parlamento. Asgardia terá em breve um conselho de ministros, um Ministério Público, uma administração e um banco central para sua futura criptomoeda, segundo o "presidente".

O lançamento, no ano passado, do primeiro satélite asgardiano no espaço deveria ser seguido pelo lançamento de outros satélites "fornecendo serviços digitais aos cidadãos asgardianos".

Ashurbeyli reconhece que a utopia não será barata. Até agora, ele financiou o projeto com recursos próprios e com doações privadas. No futuro, os asgardianos terão que pagar um "imposto de cidadania" anual de 100 euros, além de impostos sobre a renda e as empresas, disse ele a repórteres.

Quanto ao aspecto científico, ele confia em seu próprio conhecimento para instalar humanos na Lua em 25 anos.

jsk/smk/fjb/mr



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