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Trump: estamos renegociando acordos comerciais e negociando com a China

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, defendeu neste sábado em uma convenção do Partido Republicano em Las Vegas, no Estado norte-americano de Nevada, a sua postura nas negociações entre os Estados Unidos e seus parceiros comerciais. "Estamos renegociando acordos comerciais e estamos negociando com a China. Tudo isso vai funcionar 100%, mas não podemos mais, como país, deixar outros países se aproveitarem de nós", disse Trump. Ele reconheceu o auxílio da China nas negociações para desnuclearização da Coreia do Norte, mas ponderou que "agora precisamos trabalhar no nosso comércio com a China, porque isso tem sido muito difícil para o nosso país há muitos anos". "Nosso presidentes não fizeram nada sobre isso. Provavelmente perdemos no ano passado US$ 500 bilhões no comércio com a China."

Trump reforçou que acredita em avanço na negociação comercial com Pequim. "Começamos um processo e acredito que ele vai funcionar com a China, porque temos uma relação muito boa com o presidente Xi (Jinping), ele é incrível. Isso vai funcionar."

O presidente dos EUA mencionou ainda as discussões com o Canadá e o México no âmbito do Acordo de Livre Comércio da América do Norte (Nafta, na sigla em inglês). "O Nafta tem sido um desastre para nós", afirmou. "Estamos renegociando um acordo sobre o Nafta. Quando terminarmos, será um acordo justo." Ele citou ainda as tratativas comerciais com a União Europeia.

Trump afirmou também que os EUA precisam ser "muito firmes" quando o tema é imigração. Ele não mencionou diretamente a medida que recentemente fez com que pais e filhos fossem separados na fronteira ao serem presos por entrar ilegalmente nos EUA vindos do México. A política de tolerância zero de Trump levou a uma rejeição pública que o forçou a modificar a medida.

O presidente dos EUA fez um apelo por mais republicanos no Congresso. Trump chamou os Democratas de "obstrucionistas" e disse que eles não querem ajudar a resolver o problema da imigração. "Estamos sendo muito, muito firmes na fronteira", afirmou. (Leticia Pakulski - leticia.pakulski@estadao.com, com informações da Associated Press)



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