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Dólar engata alta no final do dia e vai a R$ 3,78 em sessão de poucos negócios

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Após um dia de relativa calmaria, com o dólar oscilando perto da estabilidade, a moeda norte-americana engatou alta no final da tarde, renovou máximas e terminou em R$ 3,7801 (+0,37%). Em sessão marcada por volume fraco de negócios por conta do jogo do Brasil na Copa do Mundo, operadores destacam que a cautela predominou, com os agentes aguardando os eventos da semana que vem e os próximos passos do BC para o câmbio. Com isso, o real foi na contramão de outras moedas hoje no mundo ante o dólar. Nesta semana, a autoridade monetária colocou apenas metade dos US$ 10 bilhões que havia prometido em contratos novos de swap, que é uma venda de dólar no mercado futuro. No período, o dólar acumulou alta de 1,30%.

O BC fez hoje um único leilão extraordinário de swap, de US$ 1 bilhão. O dólar chegou a ensaiar queda maior com o anúncio da oferta, se aproximando das mínimas do dia, mas o movimento não se sustentou. Na semana, o BC colocou US$ 5 bilhões em swap extra, bem abaixo da semana passada, quando despejou US$ 24,5 bilhões. Na avaliação do economista-chefe da corretora Nova Futura, Pedro Paulo Silveira, isso é um bom sinal, porque mostra que a pressão no câmbio se reduziu. Ao mesmo tempo, ele acredita que o BC estará a postos para agir em qualquer novo nervosismo no mercado.

Um dos eventos mais aguardados da semana que vem é o julgamento de ação na Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) que pede a liberdade do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na terça-feira, 26. "Qualquer coisa que faça o Lula sair da prisão vai deixar o mercado ressabiado", disse Silveira. Em meio às incertezas eleitorais e com um cenário externo mais adverso, o economista ressalta que a tendência do dólar é de alta.

Além do julgamento de Lula na terça-feira, 26, o BC divulga no mesmo dia a ata da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que deve dar mais detalhes sobre a trajetória dos juros no Brasil. "A ata deve jogar alguma luz em como o BC avalia os riscos para seu cenário", afirmam os economistas do Bank of America Merrill Lynch em relatório nesta sexta-feira, 22.

O volume de negócios hoje foi fraco. No mercado à vista, somou US$ 724 milhões, ante média de US$ 1,3 bilhão. No mercado futuro, até às 17h23, o volume era de US$ 12,1 bilhões, abaixo dos cerca de US$ 20 bilhões de sessões anteriores. No mesmo horário, o dólar para julho era negociado a R$ 3,7805, com alta de 0,21%.



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