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Presidente do Santander diz que Brasil é a maior fonte de lucro e quer banco em 2º no país

Jornal do Brasil GILBERTO MENEZES CÔRTES, GILBERTO.CORTES@JB.COM.BR

Em seminário mundial do Santander realizado esta semana em Londres, com presença de vários jornalistas brasileiros convidados pelo banco espanhol, Ana Botin, a presidente global da maior instituição bancária em capitalização, não escondeu o jogo. Confessou que o Brasil é onde seu banco obtém o maior lucro dentre todos os países em que o Santander atua no planeta.

No ano passado, ao cobrar até 15% ao mês de juros das empresas e dos cidadãos brasileiros, a matriz anunciou em Madri que o Brasil respondeu  por 27% do lucro global do grupo espanhol e que a América Latina (onde também atua no México, Argentina e Chile) são seus focos de expansão.

No Brasil, diante de um avassalador déficit público de R$ 160 bilhões previsto para 2018, sem contar os juros da dívida, que devem passar de R$ 450 bilhões, o governo vem baixando os juros básicos. O movimento não é seguido na mesma velocidade pelos bancos (públicos e privados), o que priva a sociedade de saúde e educação. 

Alheio a isso, Ana Botin tem um sonho: transformar o Santander (herdado do pai Emilio Botin, morto em setembro de 2014) no segundo banco privado brasileiro. 

Hoje o Santander Brasil, é apenas o mais rentável no retorno sobre o patrimônio do que o Bradesco e o ItaúUnibanco, líder do ranking, com ativos de R$ 1.349,9 bilhões e lucro líquido de R$ 5,767 bilhões no 1º trimestre, seguido pelo Bradesco, com ativos de R$ 1,029,8 bilhões e lucro líquido de R$ 4,4070 bilhões. Os ativos do Santander Brasil eram de R$ 723,1 bilhões em 31 de março, segundo o Banco Central, com lucro de R$ 2,891 bilhões que remunerou em 4,4% o patrimônio líquido de R$ 64,761 bilhões.

Com apenas 2.673 agências, o Santander está muito aquém do Bradesco (4.766), Banco do Brasil (4.760), Itaú (3.764) e CEF (3.390). Sua vantagem está nos pontos de atendimento: 1.268 em março, quase empatado com os 1.268 do BB, à frente dos 1.047 do Itaú e atrás só dos 1.421 do Bradesco.

O surpreendente na fase atual do Santander Brasil é que o levantamento nas diversas taxas de juros feito pelo Banco Central entre os dias 1 e 7 de junho, o banco espanhol estava praticando juros ligeiramente inferiores em crédito pessoal, consignado e conta garantida que o Bradesco e Itaú. Seria um lobo com pele de cordeiro? A conferir.

Tem tanto banco e financeira oferecendo crédito a 690% e 700% ao ano...



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