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Começa julgamento de casal que mantinha filhos acorrentados nos EUA

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O julgamento de David Turpin e de sua esposa Louise Anna, que mantiveram durante anos os filhos acorrentados e sob condições desumanas na casa da família, começou nesta quarta-feira, em um tribunal da Califórnia.

O casal se declarou inocente das acusações de tortura, prisão domiciliar e abuso infantil contra seus filhos, de entre dois e 29 anos.

"Nos acorrentavam se não fizéssemos o que mandavam", revelou Jordan Turpin à polícia, que conseguiu escapar e denunciar as torturas aplicadas a ela e aos doze irmãos.

O telefonema de Jordan, que no dia 14 de janeiro acabou com o tormento dos treze filhos dos Turpin, foi reproduzido na corte nesta quarta-feira.

Jordan, de 17 anos, planejou sua fuga por dois anos e revelou que na ocasião suas duas irmãs mais novas "estavam acorrentadas em suas camas" por comer doces na cozinha sem permissão.

"A vezes minhas irmãs acordavam e começavam a chorar" de dor. "Telefonei para que ajudem minhas irmãs".

Os Turpin foram acusados de surrar e até estrangular seus filhos, mantê-los desnutridos, sujos e jamais levá-los ao médico.

O casal corre o risco de pegar uma pena de 94 anos de prisão à perpétua, e a audiência desta quarta-feira permitirá ao juiz Bernard Schwartz determinar se há evidências suficientes para ocorrer o julgamento.



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