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Israel não comenta sobre bombardeios atribuídos a seu exército na Siria

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As Forças Armadas israelenses se negaram a comentar nesta terça-feira os bombardeios na região leste da Síria, atribuídos por uma fonte americana a Israel, que mataram pelo menos 50 combatentes sírios e iraquianos.

Uma porta-voz israelense afirmou à AFP que não falaria sobre "informações procedentes do exterior".

Quase 50 combatentes, sírios e iraquianos, morreram no domingo à noite em bombardeios no leste da Síria, onde as tropas do regime lutam contra o grupo Estado Islâmico (EI).

A coalizão paramilitar Hashd al-Shaabi, apoio crucial do exército iraquiano na luta contra o EI, afirmou na segunda-feira que 22 de seus membros morreram e 12 ficaram em bombardeios atribuídos à coalizão internacional liderada pelos Estados Unidos, que negou estar envolvida nos ataques.

"Temos razões para acreditar que foi um ataque israelense", disse na segunda-feira uma fonte americana, que pediu anonimato, após uma operação militar realizada na noite de domingo em Al-Hari, um município controlado por milícias regionais aliadas ao regime sírio.

A cidade de Al Hari fica na província de Deir Ezzor, rica em petróleo, onde as Forças Democráticas Sírias (FDS), apoiadas pelos Estados Unidos, e as forças governamentais sírias, apoiadas pela Rússia, realizam ofensivas distintas contra o EI.

O EI perdeu quase todo o território que controlava em 2014 entre Síria e Iraque, mas continua presente em zonas desérticas na fronteira, sobretudo em Deir Ezzor.

As forças governamentais controlam os territórios ao oeste do rio Eufrates, que atravessa a província de Deir Ezzor, enquanto as FDS lutam para expulsar o EI de várias localidades situadas ao leste, perto da fronteira com o Iraque.

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