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Ressaca destrói parte de proteção instalada na praia da Macumba

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Menos de três meses após a conclusão de obras para conter o avanço do mar sobre quiosques e prédios da orla da praia da Macumba, na zona oeste do Rio, a ressaca marítima da noite de sexta-feira, 15, destruiu parte da proteção instalada para evitar o avanço das ondas.

Moradores de imóveis da orla e comerciantes que trabalham na região entraram em pânico, temendo que o mar acabe causando o desabamento de prédios ou outros prejuízos. Em nota, a Prefeitura do Rio afirmou que a proteção destruída, composta por sacos de areia, foi instalada exatamente com a função de ser destruída por ondas em dias de ressaca, amenizando o impacto delas sobre o restante do cenário.

"Estou imaginando o que acontecerá quando, a partir de setembro, começar a entrar a correnteza leste: vai desabar tudo", prevê Cristiane Fernandes de Souza, moradora do condomínio Sobre as Ondas, na orla da Macumba.

Em setembro de 2017, o avanço do mar sobre a orla destruiu quiosques e parte do calçadão, exigiu a interdição de trechos da avenida da praia e só foi contido com obras que custaram R$ 14,5 milhões e foram concluídas no fim de março passado. Uma das providências foi a instalação de sacos de areia que foram destruídos neste final de semana. A obra definitiva, orçada em até R$ 60 milhões, exige a atualização de estudos sobre a força das ondas que estão sendo negociados com o Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia (Coppe), da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Análise já realizada pelo instituto apontou que desde 2005 já havia necessidade de obras para conter a força das ondas na região.

Em nota, a Secretaria Municipal de Conservação e Meio Ambiente do Rio (Seconserma) afirmou que técnicos vistoriaram o calçadão da praia da Macumba neste sábado, 16, e "afastam qualquer risco de colapso da estrutura refeita, que segue íntegra". "O projeto implantou ao longo do muro de contenção sacos de areia com o objetivo de dissipar a energia das ondas, sendo mais um anteparo antes do mar chegar à ciclovia. Portanto, esses sacos devem sim se romper quando há ressacas, pois essa é a função deles", afirma a nota.

"A fiscalização da prefeitura já havia pedido à construtora para ajustar o espaçamento entre duas estacas adjacentes verificado em um ponto da orla (próximo ao condomínio amarelo), o que será feito pela garantia de obra, sem ônus ao município, a partir dessa semana. A contratação do estudo para a obra preventiva que visa amenizar o impacto das ondas no local está em fase de elaboração



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