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Enviados do papa ao Chile chegam a Osorno para reconciliar cidade dividida

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Os enviados especiais do papa Francisco ao Chile, Charles Scicluna e Jordi Bertomeu, chegaram nesta quinta-feira (14) a Osorno, com a missão de reconciliar uma cidade fortemente dividida após a nomeação do bispo Juan Barros, acusado de encobrir abusos sexuais.

"Estamos aqui para comunicar uma aproximação especial do papa com o povo amado de Osorno", disse ao chegar à cidade, Charles Scicluna.

Localizada 900 km ao sul de Santiago, Osorno vive há três anos uma profunda divisão entre os fiéis da Igreja Católica, após a nomeação por parte do papa Francisco de Barros como bispo dessa diocese apesar das acusações de encobrir os abusos sexuais do influente sacerdote Fernando Karadima.

Francisco havia defendido durante sua viagem ao Chile em janeiro o bispo Juan Barros. Mas depois de sua visita, o papa pediu desculpas às vítimas e admitiu "sérios erros" depois de ler um relatório de 2.300 páginas sobre os abusos no Chile.

O sumo pontífice recebeu no início de maio no Vaticano três vítimas do padre Karadima, condenado em 2011 por um tribunal da Santa Sé por ter cometido atos de pedofilia nos anos 80 e 90.

Na última segunda-feira, um dia antes da chegada ao Chile de Scicluna e Bertomeu, o pontífice finalmente aceitou a renúncia de Barros, junto a outros dois bispos chilenos, abrindo caminho para a reconciliação da comunidade religiosa de Osorno.

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