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Voto da CBF no Marrocos abre crise na Conmebol

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O voto do presidente em exercício da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Coronel Nunes, no Marrocos para sediar a Copa do Mundo de 2026 abriu uma crise na Conmebol, que havia se comprometido a apoiar a candidatura tríplice de Estados Unidos, México e Canadá.    

Sem saber que a votação da última quarta-feira (13) era aberta, como havia sido alardeado pela Fifa, Nunes votou no Marrocos, contrariando a Conmebol e a própria cúpula da CBF. Questionado, disse que o voto era secreto. Depois, culpou os delegados que o acompanhavam na votação.    

Por fim, admitiu que escolhera o país africano porque ele nunca sediou uma Copa. No entanto, sua postura causou irritação na cartolagem sul-americana, a começar pela Associação de Futebol Argentino (AFA), cujo presidente, Claudio Tapia, afirmou que Nunes "ficou perto da traição" ao votar no Marrocos.  

A postura teria irritado até o presidente da Fifa, Gianni Infantino. Também nesta quinta, Nunes não apareceu em um evento da Conmebol na Rússia. A entidade sul-americana tenta angariar apoio para uma candidatura conjunta de Argentina, Uruguai e Paraguai para a Copa de 2030. Nunes sairá da CBF em abril de 2019, quando dará lugar a Rogério Caboclo. 



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