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Fiocruz inicia obra para preservação de vestígios arqueológicos

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A Casa de Oswaldo Cruz (COC/Fiocruz) deu início às obras para a preservação do sítio arqueológico do antigo Complexo de Incineração de Lixo Urbano da cidade do Rio de Janeiro, construído no final do século 19 e identificado em 2013 durante as obras para a construção do prédio do Centro de Documentação e História da Saúde (CDHS), no campus da Fiocruz, em Manguinhos. O prazo para a execução da obra é de seis meses.

Coordenada pelo Departamento de Patrimônio Histórico (DPH) da COC/Fiocruz, o objetivo é proteger os vestígios arqueológicos, promover a segurança dos visitantes e permitir que o espaço seja utilizado para divulgação e valorização do patrimônio arqueológico. “Os vestígios são de grande importância para o resgate da memória do sítio onde se implantou o campus da Fiocruz, por ser testemunho das sucessivas ocupações no local”, destacou Inês Andrade, pesquisadora do DPH. “Serão executadas obras de cobertura, passarela, guarda-corpos e iluminação. Após a conclusão, o local irá receber uma exposição sobre os vestígios e sua relação com a memória urbana e a saúde pública, que integrará o circuito de visitação do Museu da Vida, também da COC”, explicou Cristiana Coelho, chefe do Departamento. 

Entre os vestígios arqueológicos, foram identificadas estruturas arquitetônicas e objetos arqueológicos relacionados ao antigo complexo para incineração, além de instalações provisórias do Instituto Soroterápico Federal, que deu origem à Fiocruz no início do século 20. “A partir das sucessivas pesquisas para a ocupação da área, o DPH sabia da pré-existência do Complexo de Incineração de Lixo no terreno. No entanto, não havia a compreensão sobre a sua precisa localização, a extensão e a integridades dos seus vestígios”, explicou Cristina Coelho. “Apenas durante as obras para a construção do CDHS é que foram identificadas as estruturas da chaminé que compunha o complexo, e realizada a confirmação de sua localização em situação conflitante com a área de construção do prédio. Desta forma, o projeto do CDHS foi alterado para garantir a exposição dos vestígios in situ”, finalizou Inês Andrade. 

O campus Fiocruz, em Manguinhos, é registrado no Cadastro Nacional de Sítios Arqueológicos do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) desde 1966, em decorrência de descoberta que revelou vestígios de ocupação tupinambá. O Departamento de Patrimônio Histórico da COC atua na preservação do acervo arqueológico da instituição, por meio de ações de investigação, conservação e valorização do patrimônio, e deve ser consultado com antecedência sobre o planejamento de intervenções no campus de Manguinhos, que envolvam escavações no solo, a fim de orientar sobre os cuidados necessários durante a execução das obras para evitar danos ao patrimônio arqueológico do campus.

Com Agência Fiocruz de Notícias



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