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EUA: inspetor geral do Departamento de Justiça investigará ações do FBI

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O Departamento de Justiça dos Estados Unidos pediu a seu inspetor geral que determine se houve alguma impropriedade ou motivação política na forma como o FBI conduziu a sua investigação sobre suspeitos de envolvimento com os agentes russos que interferiram na eleição presidencial.

Um comunicado do departamento foi divulgado neste domingo depois que o presidente dos EUA, Donald Trump, disse no Twitter que "exigiria" que o departamento abrisse uma investigação sobre se o órgão ou o FBI se infiltraram em sua campanha presidencial para fins políticos e se quaisquer demandas ou pedidos vieram do governo Obama. "Eu, por meio deste, solicito e o farei oficialmente amanhã, que o Departamento de Justiça investigue se o FBI/DOJ (Departamento da Justiça, na sigla em inglês) se infiltrou ou vigiou a campanha Trump para propósitos políticos - e se tais demandas ou pedidos foram feitos por pessoas dentro da administração Obama", escreveu Trump.

A porta-voz do Departamento de Justiça Sarah Isgur Flores disse que o órgão pediu que o inspetor geral ampliasse uma investigação corrente sobre como o FBI e os procuradores federais obtiveram mandados do tribunal secreto de espionagem do país para vigiar um ex-assessor da campanha de Trump. O objetivo, disse Sarah, é examinar "se houve alguma impropriedade ou motivação política na forma como o FBI conduziu sua investigação de contrainteligência sobre pessoas suspeitas de envolvimento com os agentes russos que interferiram na eleição presidencial de 2016".

O vice-procurador-geral dos EUA, Rod Rosenstein, disse em um comunicado neste domingo que, "se alguém se infiltrar ou vigiar os participantes de uma campanha presidencial para propósitos inapropriados, precisamos saber disso e tomar as medidas apropriadas".

Trump tem defendido uma teoria sobre um possível espião do FBI na campanha. O presidente se refere a um homem que abordou pelo menos dois assessores de campanha de Trump durante a campanha presidencial de 2016 como parte da investigação sobre a interferência russa na eleição. O promotor especial Robert Mueller assumiu a investigação em maio passado, quando foi nomeado pelo vice-procurador-geral Rod Rosenstein.

O Wall Street Journal identificou o suposto informante como Stefan Halper, um norte-americano que estudou política estrangeira na Universidade de Cambridge até 2015. Halper não pôde ser imediatamente contatado para comentar o assunto.

Também neste domingo o advogado do presidente Rudy Giuliani disse que o procurador especial Robert Mueller pode concluir sua investigação sobre a ingerência russa nas eleições de 2016 até setembro se Trump concordar com um interrogatório. Giuliani disse que Mueller compartilhou recentemente um cronograma que sugere que sua investigação pode terminar em 1º de setembro se Trump aceitar um interrogatório em julho, que é o novo plano de trabalho da equipe jurídica.

Giuliani disse temer que, se a investigação durar mais do que isso, poderia prejudicar o desempenho dos republicanos nas eleições deste ano. Ele também afirmou que a equipe de Mueller indicou que toda a investigação pode terminar em setembro, e não apenas a investigação sobre uma possível obstrução de justiça por parte da administração Trump. O ex-prefeito de Nova York assinalou que "seria a culminação da investigação sobre o presidente". Fonte: Associated Press e Dow Jones Newswires.



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