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Brilha o time da virada

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O pênalti em Rildo, que possibilitou o gol de Pikachu, aos 53 minutos do segundo tempo, foi discutível. Mas a vitória do Vasco, uma vez mais, de virada, não. O Atlético Mineiro abriu o placar, com um chute de longe de Otero, na primeira etapa (Martín Silva estava adiantado) mas, depois do intervalo, recuou demais e abdicou do jogo. Virou ataque contra defesa. E, apesar das boas defesas de Vitor, os cruz-maltinos conseguiram a reação, no finalzinho, e um excelente triunfo na sua estreia no Brasileiro. 

O resultado foi especialmente importante para encher de moral a equipe de Zé Ricardo que, na próxima quinta-feira terá um compromisso dificílimo pela Libertadores – contra o Racing, em Avellaneda. Com apenas um ponto (enquanto Racing e Universidad de Chile já tem quatro), o Vasco não pode nem pensar em perder, sob pena de dar adeus à principal competição do continente, já na fase de grupos. 

Na partida de ontem, em São Januário, o time da colina histórica voltou a exibir qualidades e defeitos demonstrados no Estadual, em que foi vice-campeão. Está bem arrumado em campo, mas sofre pela limitação técnica da maioria de seus jogadores. Não fosse isso, teria vencido o Atlético-MG até com facilidade. A ausência de Paulinho tira do setor ofensivo o único atacante capaz de produzir algo de fato surpreendente. Pikachu, Wagner e Riascos não são maus jogadores mas depender somente deles é duro...

Castigo de Rodriguinho 

Abel armou o Fluminense na defesa, para tentar a vitória em contra-ataques. O primeiro tempo no Itaquerão foi de dar sono mas, ainda assim, o Corinthians saiu vencendo, com um gol de cabeça de Rodriguinho, nos últimos minutos. Foi a senha para o tricolor voltar diferente, após o intervalo, e empatar logo, com Richard. A partir daí, sim, o jogo ficou bom, com ataques de parte a parte e o tricolor carioca poderia até ter virado o placar. Não virou e acabou castigado com mais um gol de Rodriguinho, ao apagar das luzes. Derrota doída, mas que não pode nem ser considerada um desastre – afinal, perdeu do atual campeão brasileiro, em seu campo.

É óbvio que o Flu precisa de reforços, se quiser sonhar com algo razoável no Brasileiro, mas alguns bons jogadores já se revelam, como o lateral Ayrton Lucas, o volante Richard, o centroavante Pedro e, quem sabe, o atacante Pablo Dyego. Quem esteve apagado, ontem, foi Sornoza. E o tricolor precisa muito do seu talento no meio-campo.

Um grande show na pista 

Uma barbeiragem do francês Gasly, da Toro Rosso (que abalroou seu companheiro de equipe, Hartley, na vigésima nona volta), provocou a entrada do safety-car e transformou o GP da China numa corrida imprevisível, sensacional e cheia de lindas ultrapassagens. 

Até ali, Bottas liderava, com a Mercedes, seguido de perto pela Ferrari de Vettel (que perdera a posição na troca de pneus) e tudo indicava que da luta entre os dois sairia o ganhador. Com o carro de segurança na pista, as duas Red Bull apressaram-se a fazer uma segunda troca (colocando compostos mais macios) e, quando a pista foi liberada, ninguém andava mais rápido que seus pilotos Verstappen e Ricciardo. 

O primeiro, como de hábito, se precipitou, ao tentar ultrapassar Lewis Hamilton, saiu da pista e perdeu a chance de vencer. O segundo, preciso como um relógio, ultrapassou o tetracampeão inglês, o tetracampeão alemão e foi à caça do líder finlandês, que também acabou superado um pouco adiante. Uma vitória surpreendente e espetacular. Quem ficou acordado para ver a corrida de madrugada, não se arrependeu. 

Verstappen, além de jogar a vitória fora, ainda tirou Vettel da briga pelos primeiros lugares, ao tocar na sua Ferrari, que acabou perdendo rendimento e terminando em oitavo lugar. Menos mal para Hamilton, que foi o quarto. O campeonato embolou. O próximo GP será no Azerbaijão, no dia 29.

Grande vitória do Rio 

De um lado, três campeãs olímpicas, Fabiana (Pequim-2008 e Londres-2010, Waleska (Pequim-2008) e Fernanda Garay (Londres-2010). De quebra, uma campeã mundial, a americana Nicole Fawcett (Itália-2014). Do outro, apenas uma bicampeã olímpica, a líbero Fabi (Pequim-2008 e Londres-2014). Ao menos no papel, o Praia Clube era o favorito, na primeira partida da decisão da Superliga Feminina. Até porque fizera, também, a melhor campanha do campeonato. Só que do Sesc-Rio de Bernardinho nunca se pode duvidar. E, com atuações brilhantes de Gabi, Drussyla, Monique e da inesgotável Fabi, as cariocas venceram por 3 a 1. A segunda e decisiva partida será em Uberlândia, no próximo domingo. Se o Praia vencer, o título será decidido num set extra, de 25 pontos.

LeBron sai atrás 

Finalista da NBA em oito temporadas, inclusive nas últimas sete (campeão em três), LeBron James começou perdendo a primeira partida dos play-off s (algo inédito em sua carreira). O Indiana Pacers bateu o Cleveland Cavaliers por 98 a 80, apesar do triplo-duplo do monstro do basquete. O próximo jogo é em Cleveland. Tomara que a equipe de LeBron reaja. Final de NBA sem ele é como decisão de Wimbledon sem Federer.

Mala pateta 

Existe comercial mais bocó do que esse do SporTV, com o do tal Carlos Silva, que se diz encantado pelo Adenor (Tite)? E o pior é que a porcaria passa em looping, no Canal Campeão! Quem terá sido o autor da chatice? Deve ser achar genial...

Igualdade de condições 

O Santa Fé, próximo adversário do Flamengo na Libertadores, acaba de demitir o técnico. Vem aí um duelo de times sem treinador...



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