Jornal do Brasil

Acervo

Queima total

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Museu de Arte Moderna do Rio, pelo visto, entrou em liquidação. Depois de anunciar a venda do único quadro de Jackson Pollock na América Latina, o óleo “Nº 16”, por US$ 25 milhões de dólares que serão revertidos para despesas de custeio, a diretoria prepara uma nova venda. O alvo dessa vez é a escultura “Bicho Relógio de Sol”, de Lygia Clark, avaliada em cerca de R$ 2 milhões. A operação, que estava sendo mantida em sigilo mas já foi aprovada pela curadoria, é um pouco mais complexa que a venda do Pollock. O primeiro passo é uma permuta. A Coleção Gilberto Chateaubriand cederá ao MAM uma outra escultura de Lygia Clark também da série “Os Bichos” _ é esta série que a consagrou como a melhor escultora brasileira, em 1961. Em troca, o MAM cede à coleção o “Relógio de Sol” que será vendido. A história vem se desenrolando há pelo menos seis meses, quando a direção do MAM pediu à galeria Pinakotheke Cultural que fizesse a certificação e avaliação da peça. Quem conhece o mercado de arte sabe como é complicada qualquer operação que envolva trabalhos de Lygia Clark. É que a artista não assinava suas obras, mas mantinha anotado em cadernos de tudo o que produzia, o que permitiu aos herdeiros controle sobre o acervo. Continua valendo uma pergunta que diz muito sobre como funciona a cabeça da elite brasileira. Pelo mundo afora famílias ricas se orgulham de fazer doações a museus. Porque os Chateaubriand, que armazenam sete mil peças de sua coleção no MAM, não vendem seus quadros em vez de se desfazer de um patrimônio que é de todos os cariocas?

Cachimbo da paz

Semana passada, Índio da Costa e Eduardo Paes sentaram-se para fumar o cachimbo da paz. Os dois selaram um pacto de não agressão durante a campanha eleitoral. A dupla concordou que, se ficar brigando entre si, periga dar no segundo turno do Rio uma disputa entre Romário e o nosso querido Professor Tarcísio.

Marcha a ré

E o Rio segue firme na sua marcha rumo ao século XIX. A Apsa, administradora de condomínios, enviou carta para os moradores de um prédio no Bairro Peixoto informando que a partir de agora só será permitida apenas uma bicicleta por apartamento. O problema é que os imóveis ali são grandes, de três quartos cada. Algumas famílias, mais ecológicas, estão perguntando se não faria mais sentido diminuir o número de vagas para carros no estacionamento.

Quer pagar quanto?

Mais um sinal da decadência econômica carioca. O Magazine Luiza lançou uma promoção onde aceita TVs antigas como parte do pagamento de uma nova. A campanha incentiva o consumidor a trocar a TV pé frio do 7 a 1 por uma nova. Ano passado, a rede abriu 180 lojas pelo Brasil afora. Nenhuma delas no Rio.

Matemática & política

Tem muito político no Rio reclamando por não ter estudado matemática. É que, com a grana farta do Fundo Partidário, tem partido oferecendo de R$ 1 milhão a R$ 2 milhões para deputados federais com mandato disputarem a reeleição. Os candidatos a estadual não tem essa moleza. Daí aqueles que tem dinheiro para bancar a candidatura, estão rebolando para fechar dobradinha com um federal que “lave” seu investimento.

Não compre, plante!,

A Marcha da Maconha deste ano já cunhou seu slogan:”Plantar é fazer justiça com as próprias mãos”. A ideia é reforçar entre os usuários que plantar maconha em casa é muito melhor do que comprar de traficantes.

Alô, Metrô!

O Metrô anda reclamando de dificuldades financeiras, mas daí a manter desligadas as escadas e esteiras rolantes da estação General Osório é muita maldade com o contribuinte, né não?

LANCE LIVRE

A Finep lança esta semana edital de R$ 500 mil para financiar a participação de estudantes brasileiros em edições internacionais de olimpíadas do conhecimento, como a Olimpíada Internacional de Matemática.



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