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'Está na hora': fundador do WhatsApp defende que usuários deixem o Facebook

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Enquanto o Facebook sofre com o escândalo envolvendo a Cambridge Analytica, no qual os dados privados de 50 milhões de usuários vazaram, o movimento #DeleteFacebook está ganhando força. Até mesmo o co-fundador do WhatsApp, Brian Acton, deu seu apoio.

A campanha pede que os usuários de mídias sociais cancelem o recebimento não apenas os seus perfis do Facebook, mas também do Instagram e do WhatsApp, que são de propriedade da mesma empresa. As ações do Facebook caíram mais de 9% nos últimos dois dias, derrubando a avaliação da empresa em cerca de US$ 50 bilhões.

A gigante das mídias sociais comprou o WhatsApp por US$ 19 bilhões em 2014, mas a Acton já havia investido US$ 50 milhões no Signal, concorrente do WhatsApp, em fevereiro, antes de se juntar ao movimento reacionário para boicotar o Facebook.

A Cambridge Analytica é acusada por comprar metadados coletados de 50 milhões de usuários do Facebook para segmentar mais especificamente usuários americanos durante as eleições presidenciais de 2016. Por contexto, o Facebook possui dois bilhões de usuários ativos mensais.

A Comissão Federal de Comércio (FTC) dos EUA está atualmente investigando o tratamento do Facebook e alegado uso indevido dos dados pessoais dos usuários. A empresa assinou um contrato de consentimento com a FTC em 2011, garantindo a privacidade dos dados sobre o uso de dados de usuários pessoais. Isto descreveu como os usuários "receberiam notificações e concordariam com o Facebook compartilhando seus dados com empresas externas".

Um porta-voz da FTC disse: "Estamos cientes das questões que foram levantadas, mas não podemos comentar se estamos investigando. Levamos muito a sério qualquer alegação de violação de nossos decretos de consentimento, como fizemos em 2012 em um caso de privacidade envolvendo o Google", acrescentaram, como citado pelo site Cnet. O Congresso dos EUA já ameaçou convocar altos executivos do Facebook para audiências públicas.

Os executivos do Facebook ainda não fizeram nenhuma declaração pública oficial sobre o escândalo de Cambridge Analytica. Enquanto isso, a hashtag #DeleteFacebook tem sido tendência nas mídias sociais ao longo dos últimos dias.

O fundador e CEO do Facebook, Mark Zuckerberg, não fez uma aparição pessoal em uma reunião de emergência realizada na terça-feira na empresa para acalmar os temores dos funcionários e responder perguntas. Zuckerberg também foi convocado perante um comitê de seleção que está investigando notícias falsas no Parlamento britânico.



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