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Brasil e Colômbia vão patrocinar acordo Mercosul-Aliança do Pacífico

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O presidente Michel Temer afirmou nesta terça-feira (20) que, junto com seu contraparte colombiano, Juan Manuel Santos, "patrocinarão" uma aliança comercial entre os blocos regionais do Mercosul e da Aliança do Pacífico.

A aproximação entre os dois blocos latino-americanos ocorre em meio ao movimento protecionista dos Estados Unidos, que anunciou fortes tarifas alfandegárias de 25% para as importações de aço e 10% para as de alumínio.

Brasil e Colômbia vivem "um momento de especial convergência, tanto que o presidente Santos e eu patrocinaremos com muito entusiasmo um acordo entre o Mercosul - integrado por Argentina, Brasil, Uruguai e Paraguai - e a Aliança do Pacífico - composto por Chile, Colômbia, México e Peru", assegurou Temer, após uma reunião bilateral de mais de duas horas com Santos no Palácio do Planalto.

"Há clima e condições para este acordo", acrescentou Temer. O Brasil é o maior exportador de aço aos Estados Unidos que, por enquanto só eximiu das taxas Canadá e México, de quem é sócio no Tratado de Livre Comércio da América do Norte.

Temer e Santos se reuniram com uma ampla delegação de ministros para tratar de assuntos comerciais, agrícolas, de segurança fronteiriça e política regional.

Ambos presidentes concluem seu mandato este ano: Santos entregará a faixa presidencial em agosto, após dois dos mandatos consecutivos, enquanto Temer concluirá seu mandato em 31 de dezembro, após ter assumido o cargo deixado vago com o impeachment sofrido em 2016 por Dilma Rousseff. 

- Aliados no comércio, adversários no futebol -

Durante o encontro, os ministros assinaram acordos para a troca de experiências em agricultura familiar, pequenas e médias empresas e para agilizar os processos comerciais.

O comércio bilateral entre Brasil e Colômbia cresceu 25% e alcançou 3,9 bilhões de dólares em 2017, superavitário para o Brasil em cerca de US$ 1 bilhão, segundo cifras oficiais.

Enquanto o Brasil é o oitavo destino de exportações colombianas e a quarta origem de suas importações, a Colômbia não se encontra sequer entre os primeiros 20 parceiros comerciais do gigante sul-americano: foi o 23º no ranking de exportações e o 25º no de importações em 2017, segundo dados do Ministério brasileiro de Comércio.

Santos afirmou que fortalecer o comércio é uma das prioridades da agenda bilateral, assim como aumentar os investimentos entre empresas dos dois países.

Brasil e Colômbia também pretendem continuar cooperando no campo de defesa, segurança e Inteligência para combater o crime organizado, acrescentou.

Mas no futebol, a Colômbia tem claro que o Brasil é um adversário.

"Presidente, (desejo-lhes) o maior sucesso no Mundial. Espero que nos encontremos de novo, bem adiante (no campeonato) e que desta vez a Colômbia leve a melhor", afirmou Santos. 

Na Copa do Mundo 2014, a Colômbia foi eliminada nas quartas de final, após ser derrotada pelo Brasil por 2-1.



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