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Presidente palestino chama embaixador americano de 'filho de cadela'

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O presidente da Autoridade Palestina, Mahmud Abbas, classificou nesta segunda-feira como "filho de uma cadela" o embaixador dos Estados Unidos em Israel, David Friedman, que a Casa Branca criticou por considerá-los "inadequados".

"O embaixador dos Estados Unidos em Tel Aviv é um colono e o filho de uma cadela", afirmou Abbas, durante uma reunião com líderes palestinos em Ramallah.

A troca de declarações acontece em um momento em que cresce a tensão entre a dirigência palestina e o governo do presidente Donald Trump. 

David Friedman assumiu a embaixada em maio de 2017, precedido pela polêmica devido à postura favorável à colonização  implementada por Israel nos territórios palestinos.

Ele é também um fervoroso defensor do reconhecimento de Jerusalém como capital e do traslado da embaixada dos Estados Unidos a essa cidade.

Em Washington, o conselheiro da Casa Branca Jason Greenblatt reagiu aos "insultos" declarando que "chegou a hora de o presidente Abbas escolher entre a retórica do ódio e a realização de esforços para melhorar a qualidade de vida de seu povo e liderá-lo no caminho da paz e da prosperidade".

"Apesar de seus insultos altamente inadequados contra os membros do governo de Trump e a repetição mais recente de seu insulto a meu bom amigo e colega, o embaixador Friedman, estamos comprometidos com o povo palestino e com as mudanças que devem ser implementadas para a convivência", acrescentou.

Friedman, um judeu praticante, sugeriu que as declarações de Abbas têm uma conotação antissemita. 

"Sua resposta foi se referir a mim como um filho de uma cadela. Isto é um discurso político ou antissemitismo? Vocês decidem". 

As relações entre o governo de Abbas e a administração Trump atravessam um de seus piores momentos desde que em 6 de dezembro passado a Casa Branca anunciou o reconhecimento de Jerusalém e a transferência da embaixada.

No mesmo discurso, Abbas acusou o movimento islâmico Hamas de estar diretamente envolvido no atentado a bomba da semana passada contra o primeiro-ministro da Autoridade Palestina, Rami Hamdallah, e  anunciou futuras sanções contra o grupo.

O comboio de Hamdallah foi alvo de um atentado em 13 de março, durante uma visita do premier à Faixa de Gaza, governada pelo Hamas. Hamdallah saiu ileso.

O Hamas está "por trás do atentado", que se tivesse alcançado seu objetivo teria "aberto o caminho para uma guerra civil sangrenta" entre organizações palestinas.



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