Jornal do Brasil

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Alvíssaras! Aleluia! Alvíssaras!

Jornal do Brasil RAQUEL STIVELMAN 

Como é bom, ainda que limitadamente, nos últimos tempos bradarmos, darmos expansão a um sentimento alegre, entusiasmado, esperançoso! Ressuscitando, promissor, espalhando uma luz que pode ser considerada insuficiente, débil e iniciante, é um clarão para muitos de nós. Uma luz no fundo do poço, um início de promessa, de esperança, de combate à escuridão social em que estamos todos envolvidos. 

Quando uma importante instituição cultural, testemunha e protagonista da liberdade de expressão e da história dos homens, nasce ou renasce das cinzas, como é o caso do nosso querido JORNAL DO BRASIL, acontece um alívio nos corações daqueles que amam a liberdade, a vigência da democracia, o pleno vigor do respeito aos cidadãos. Repetindo muitos pensamentos confortadores manifestados na edição maravilhosa do lançamento do JORNAL DO BRASIL, o nosso Rio é viável; surge uma nova bandeira para o debate, em uma sociedade fustigada por crises e mais crises. O Rio está firme diante das desilusões e dificuldades sofridas. Dentre muitas sombras, a corrupção é a vilã maior. É muito bom, repito, que um jornal tão importante esteja de volta na forma impressa, diariamente e que brada aos ventos, no seu alegre renascimento que o Rio de Janeiro tem solução! 

Urge que todos nós saudemos com alegria a tão querida, respeitada, venerada liberdade de expressão e da inovação. A primazia de opiniões divergentes deve estar sempre presente. Abaixo o pensamento único! Viva o pluralismo, o convívio das divergências sadias! O entrave do pensamento único já possui um debatedor. É muito importante que ainda acreditemos no surgimento de dias melhores. É preciso dar as boas-vindas ao ressurgimento dos debates, com a representação dos diferentes anseios e demandas do país. Como o senador Eunício Oliveira declarou, o equilíbrio em vários sentidos emerge da transparência, do diálogo entre posições e opiniões opostas, sem esquecer jamais o respeito mútuo, o recíproco desejo de se chegar a uma solução melhor. 

De uma forma ou de outra, é muito comum sermos ocasionalmente tomados por um sentimento de saudosismo, de nostalgia por aquilo que acabou, que não tem mais, que desapareceu. Medidas técnicas assumem o primeiro lugar. Ainda nem se assimilou o mais recente modernismo, já se aguarda o aparecimento de seu sucessor que virá ultrapassá-lo, superá-lo. Paira uma expectativa constante do que virá em seguida. Não se vivencia com suficiência o presente porque o que virá, é muito melhor, é mais adiantado, é mais tecnológico. 

Que mundo é esse no qual temos dificuldade de usufruir plenamente o presente porque o futuro nos acena com promessas tentadoras? Mas eis que surgem inovadores que ousam reverter este quadro e parecem, como o editorial do lançamento do JORNAL DO BRASIL relata que admite questionar. Estarão estes corajosos jornalistas na contramão da história? Vale ressaltar que a história está plena de avanços e recuos, de passos para a frente e de coragem para retornar a fases anteriores. 

Ainda no importante Editorial publicado na edição de lançamento do jornal no último domingo, dia 25 de fevereiro, Omar Resende Peres menciona dez importantes compromissos assumidos pelo Jornal do Brasil. 

Ele reconhece o enorme desafio do retorno do J.B. às bancas. Ele declara nominalmente que “..... o que mora na alma, não morre. Assim é o JORNAL DO BRASIL!”

* Especialista em Educação pela UFRJ



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