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Ações de segurança no Rio vão se expandir para o plano social, diz CML

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O chefe da Comunicação do Comando Militar do Leste (CML), coronel Carlos Cinelli, afirmou neste domingo (4) que as ações de segurança na comunidade de Vila Kennedy, na Zona Oeste do Rio, vão se expandir do plano policial militar para o de ações social. Contudo, ele destacou que a colocação de barricadas pelos criminosos dificulta a implementação destas ações. 

“Certamente, essas barricadas são um impedimento para que tais ações sejam implementadas. Se realmente isso [retirada] aconteceu, elas [barricadas] continuarão a ser removidas, até que possamos ter um ambiente estável para implantação das ações que foram comentadas”, acrescentou o coronel.

As barricadas foram retiradas no sábado, pelas Forças Armadas, mas teriam sido recolocadas neste domingo, pelos criminosos. De acordo com Cinelli, se a notícia da recolocação das barricadas pelo tráfico na Vila Kennedy chegou ao setor de inteligência do CML, os militares "vão processar a informação para ver se é o caso de desencadear novamente [a ação]”.

Presos

No sábado, uma operação das Forças Armadas na Vila Kennedy terminou com cinco presos. De acordo com o Comando Militar do Leste, houve o cumprimento de um mandado de prisão e a prisão de quatro pessoas em flagrante. Dos flagrantes, um foi desacato, outro foi desobediência e dois por posse de drogas.

Foi o primeiro caso de prisão por desacato a militar desde que começaram as operações relacionadas à intervenção federal no Rio de Janeiro, no dia 21.

Também foram apreendidos 12 cartuchos de 9 mm, dez carros e seis motos. Mais de 700 pessoas foram revistadas, bem como 617 veículos.

Os militares retiraram 16 barricadas colocadas por criminosos, cujo objetivo era impedir o trânsito no interior da comunidade. Ao todo, participaram da ação cerca de 1.400 militares, com apoio de blindados e equipamentos pesados de engenharia.

De acordo com a assessoria do Comando Militar do Leste (CML), o homem preso por desacato, que ainda não teve a identidade revelada, foi preso porque "proferiu uma série de xingamentos, ofensas e palavras de baixo calão direcionadas aos militares em presença na atividade", quando as tropas desembarcaram na comunidade para o início da operação. 

Com Agência Brasil



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