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Gelo marinho da Antártica encolhe pelo segundo ano consecutivo

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A cobertura do gelo marinho na Antártica caiu para o seu segundo nível mais baixo já registrado, anunciaram autoridades australianas nesta sexta-feira (2), acrescentando que ainda não estava claro o que estava impulsionando a redução após vários anos de níveis máximos recorde. 

O relatório chega após cientistas dizerem, no início desta semana, que a região do Ártico estava registrando recordes de temperaturas altas, e que o gelo do mar estava cobrindo a menor área no inverno desde que os registros começaram, há mais de meio século. 

A Divisão Antártica Australiana (AAD) disse que os últimos dados de satélite mostraram um total de 2,15 milhões de quilômetros quadrados em torno do continente gelado durante o ponto mais baixo em fevereiro, durante a temporada de verão. 

O recorde mínimo foi registrado em março do ano passado, quando uma leitura de verão de 2,07 milhões de quilômetros quadrados foi registrada, disse o AAD, que administra o programa da Antártida da Austrália. 

O ano passado também registrou quase recordes de baixa para a cobertura de gelo do mar máxima de inverno, em 18,05 milhões de quilômetros quadrados.

"Desde agosto de 2016, a cobertura do gelo do mar vem seguindo bem abaixo da média de longo prazo", disse o cientista Phil Reid, do Instituto de Meteorologia do Antártico, em um comunicado. 

"Em 2017, a extensão máxima de gelo do mar no inverno foi a segunda menor já registrada, em 18,05 milhões de quilômetros quadrados, vindo após níveis recordes sucessivos em 2012, 2013 e 2014." 

Reid disse que as variações foram uma "mudança significativa" da tendência crescente global no gelo marinho da Antártida, de cerca de 1,7% a cada década desde 1979. 

Depois de chegar ao seu ponto mais baixo no verão, o gelo marinho - que é criado quando o Oceano ao redor do continente se congela - se recompõe no outono e se expande pela Antártica. 

O cientista da AAD Rob Massom disse que os pesquisadores ainda estavam tentando determinar o que estava impulsando as mudanças e a variabilidade na cobertura do gelo marinho, e disse que entender esses processos era uma "alta prioridade". 

"A cobertura de gelo desempenha um papel crucialmente importante tanto no sistema climático global quanto como um habitat-chave para uma ampla gama de biota, de micro-organismos até grandes baleias", acrescentou em um comunicado. 

"As condições do gelo do mar também têm um grande impacto nas operações de navegação e logística no Oceano Antártico".



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