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Vampiro da Tuiuti desfila sem a faixa presidencial

“A gente não veio aqui para causar polêmica”, disse diretor de carnaval da escola

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Causou polêmica a segunda passagem da escola de samba Paraíso do Tuiuti, na Sapucaí, no Rio de Janeiro, durante o Desfile das Campeãs, na madrugada deste domingo (18).

Vice-campeã do Carnaval carioca, a escola trouxe seu personagem "Vampiro do Neoliberalismo" sem a faixa presidencial, diferente do desfile do domingo passado (11).

O diretor de carnaval da agremiação, André Gonçalves, disse que esta foi uma orientação do presidente Renato Marins Ribeiro, o Renato Thor. “A gente não veio aqui para causar polêmica”, disse Gonçalves.

O carnavalesco Jack Vasconcelos também comentou a polêmica: “A gente precisava que as pessoas entendessem o que a gente estava falando. Era uma grande charge. A gente tem a consciência tranquila de que é o papel de uma escola de samba e do carnaval. O carnaval tem isso na sua essência, essa crítica, essa piada, essa coisa bem-humorada até em cima de assuntos um pouco sérios”, disse.

Nas redes sociais, porém, surgiram diversas versões para justificar a ausência da faixa presidencial, com acusações à escola de autocensura, mas também de possíveis recomendações que teriam vindo do alto escalão do governo Temer.

Com o enredo Meu Deus, meu Deus, está extinta a escravidão?, a Tuiuti mostrou o que pretendia já na comissão de frente. A coreografia dos integrantes fazia a troca de componentes que saíam de uma cabana vestidos de escravos e sofriam chibatadas. Do outro lado, apareciam componentes vestidos de pretos-velhos. Outro momento emocionante foi na passagem da ala das baianas, composta por senhoras de até 80 anos, que representaram a nobreza africana simbolizando a riqueza dos reinos da África.

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