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Anti-imigrantes, Hungria acolhe refugiados 'em segredo'

País deu proteção a quase 1,3 mil pessoas no ano passado

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O governo da Hungria, um dos maiores críticos das políticas de acolhimento da União Europeia a migrantes forçados, abrigou em segredo quase 1,3 mil refugiados que estavam na fronteira do país em 2017.

O número foi divulgado pelo Escritório de Imigração (BAH), após a insistência dos jornalistas, enquanto o gabinete do primeiro-ministro Viktor Orbán realiza uma enérgica propaganda contra a imigração e o sistema de cotas estabelecido pela UE.

Ao todo, foram 1.291 refugiados acolhidos no ano passado, sobretudo afegãos e sírios. Ao mesmo tempo, a Hungria se recusa a receber 1.294 solicitantes de refúgio abrigados por Itália e Grécia, como parte da redistribuição implantada pela União Europeia.

Desde a chegada da crise migratória ao bloco, Budapeste vem se notabilizando pelas ações contra refugiados, incluindo o fechamento de suas fronteiras. A Hungria lidera o grupo Viségrad, que também inclui Eslováquia, Polônia e República Tcheca e faz oposição às nações abertamente pró-acolhimento, como Alemanha, França e Itália.



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