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Berlusconi assina programa eleitoral com extrema direita

Aliança conservadora é favorita para vencer eleições na Itália

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O ex-primeiro-ministro da Itália Silvio Berlusconi assinou nesta quinta-feira (18), com os dois principais líderes ultranacionalistas do país, Matteo Salvini e Giorgia Meloni, o programa eleitoral da direita para as eleições de 4 de março.    

O documento foi firmado no Palácio Grazioli, residência de Berlusconi em Roma, e confirma a aliança conservadora para fazer frente à centro-esquerda e ao Movimento 5 Estrelas (M5S) no próximo pleito legislativo no país.    

No entanto, não foram divulgados detalhes do programa, que é dividido em 10 pontos e defende o "crescimento, a segurança, as famílias e o pleno emprego". Também não se sabe ainda quem será o candidato da coalizão a chefe de governo.    

Berlusconi, inelegível até 2019 por causa de uma condenação por fraude fiscal, depende de uma sentença favorável da Corte Europeia de Direitos Humanos, a ser divulgada a qualquer momento, para poder se candidatar. Se isso acontecer, ele está pronto para disputar a poltrona de primeiro-ministro.    

Do contrário, ele não gostaria que Salvini comandasse a aliança.    

Na visão de Berlusconi, o secretário da ultranacionalista Liga Norte, conhecido pela postura anti-imigração, deveria assumir o Ministério do Interior, pasta responsável pela gestão da crise migratória.    

No entanto, se a Liga ficar à frente do Força Itália (FI), partido presidido pelo ex-primeiro-ministro, Salvini pleiteará o comando do governo. O outro braço da aliança é a legenda de extrema direita Irmãos da Itália (FDI), de Giorgia Meloni.     

As últimas pesquisas colocam o FI com 18% das intenções de voto, a Liga, com 13,5%, e o FDI, com 4,4%. Juntas, as três legendas somam 35,9%, número insuficiente para obter a maioria no Parlamento, mas o bastante para superar o Partido Democrático (PD), de centro-esquerda, que tem 24,2%, e o M5S, com 26,3%.    

Contudo, as sondagens devem ser analisadas com cautela, já que um terço dos senadores e deputados será eleito em disputas majoritárias, o que pode causar distorções em relação à preferência partidária da população.



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