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Lula relembra grau de investimento "sem destruir Previdência e direitos trabalhistas"

Ex-presidente comentou atual rebaixamento, e progressão da nota do país durante sua gestão

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O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva comentou, em sua página no Facebook, o rebaixamento da nota do Brasil por parte da agência de risco Standard & Poor's (S&P). "Hoje a economia brasileira teve mais uma vez sua nota de crédito rebaixada, voltando a patamares dos anos 1990. É importante lembrar: Lula assumiu o país com a nota de crédito despencando e entregou o governo com a nota em alta. Foi com Lula que o Brasil conquistou, pela primeira vez na história, o grau de investimento – um selo de bom pagador. E tudo isso sem destruir a Previdência, os direitos trabalhistas, o salário mínimo..."

Na noite de quinta-feira (11), S&P rebaixou a nota do Brasil para três níveis abaixo do grau de investimento, de BB para BB-, com perspectiva estável. Em comunicado, a S&P alega que o país demora para implementar reformas que, na visão do mercado financeiro, reduziriam riscos fiscais do país, principalmente a da Previdência. 

Durante o governo Lula, a S&P elevou a nota de risco do país, chegando a BBB- (grau de investimento). No governo Dilma Rousseff, houve nova elevação, chegando a BBB em 2013. A partir daí, a nota começou a cair.

Em teleconferência realizada na sexta-feira (12), a diretora de ratings soberanos da  S&P, Lisa Schineller, afirmou que deverá ser muito difícil que o Congresso aprove a reforma da Previdência neste ano, principalmente em função da eleição presidencial no Brasil. "Temos dúvidas sobre o avanço da reforma da Previdência em ano eleitoral. Notamos uma resistência mais profunda a esta mudança. E ficamos com a dúvida sobre qual tipo de reforma pode surgir. Os atrasos constantes nessa negociação destacam esse desgaste que observamos. Também será difícil que o governo tome medidas fiscais mais duras", avaliou.

Lisa Schineller acrescentou que mesmo que a reforma seja aprovada em fevereiro, a agência não reverterá a nota do país, já que apenas a reforma da previdência não melhoraria a situação fiscal do país no curto prazo.  "Na nossa avaliação, o governo do presidente Temer vem sendo mais lento do que esperávamos em tomar as medidas corretivas para reverter a trajetória crescente do déficit fiscal", disse.



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