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'Gene Jolie' não aumenta chance de morte por câncer no seio

Mutação genética só aumenta o risco de ter a doença

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A mutação do gene BRCA, que ficou mundialmente conhecido como o "Gene Jolie" por conta das cirurgias da atriz e diretora Angelina Jolie, não aumenta as chances de morte por conta de um tumor no seio, revelou um estudo da Universidade de Southampton.

Publicado nesta sexta-feira (12) na revista "Lancet Oncology", o estudo confirma que o gene aumenta em até oito vezes o risco de desenvolver o câncer, mas não tem mais impacto na esperança de sobrevivência de um paciente.

"Nosso estudo é o maior já publicado e nossos resultados sugerem que mulheres jovens com câncer de mama que tem uma mutação BRCA tem a mesma sobrevivência das mulheres que não carregam a mutação após o tratamento", disse a líder da pesquisa, Diana Eccles.

O estudo examinou os dados de 2.733 mulheres, entre 18 e 40 anos, que tiveram um diagnóstico de tumor no seio, sendo que 12% delas tinham o "gene Jolie". Dez anos depois do diagnóstico, não sobreviveram ao câncer 651 pacientes, sendo que a mortalidade foi igual nos dois grupos.

Um terço das mulheres com o BRCA tinha optado pela dupla mastectomia, retirando completamente os seios assim como ocorreu com a atriz, mas esse tipo de procedimento não interferiu na probabilidade de sobrevivência.



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