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Vaticano cria grupo misto de diálogo com palestinos

Anúncio de criação ocorreu em dia de tensão no Oriente Médio

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O Vaticano anunciou nesta quarta-feira (6) a criação de um grupo misto de diálogo inter-religioso entre as lideranças católicas e palestinas como forma de promover o diálogo entre as crenças.

"As duas partes decidiram instituir um grupo de trabalho conjunto para o diálogo, através da assinatura de um memorando de entendimento", informou em nota oficial o Pontifício Conselho para o Diálogo Inter-religioso depois de um encontro com a Comissão Palestina para o Diálogo Inter-religioso.

Os dois grupos ainda manifestaram sua "felicidade" por terem sido recebidos pelo papa Francisco antes da audiência geral e informaram que o Pontífice "demonstrou sua alegria pela instituição do grupo misto de trabalho, desejando sucesso em sua missão".

A delegação do Vaticano era liderada pelo cardeal Jean-Louis Tauran, presidente do Pontifício Conselho e por Shaykh Mahmoud al-Habbash, juiz supremo do estado da Palestina.

A divulgação da nova comissão ocorreu justamente em um dia de tensão no Oriente Médio com o anúncio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de reconhecer Jerusalém como capital de Israel - causando a ira de todos os países muçulmanos da região.

O próprio Francisco usou a audiência geral para pedir que "o status quo" da cidade, considerada a "capital" religiosa para judeus, cristãos e muçulmanos. O Papa pediu "sabedoria e prudência para evitar novos elementos de tensões em um panorama mundial já convulsivo".

O governo do Vaticano reconhece a Palestina como um Estado soberano desde fevereiro de 2013 e, por diversas vezes, o sucessor de Bento XVI pediu que fosse firmado um acordo de paz com base na resolução dos dois Estados.

Em 2015, entrou em vigor o primeiro acordo histórico entre Santa Sé e Palestina que versa sobre as atividades da Igreja Católica em áreas da Terra Santa que estão sob gestão dos muçulmanos.



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