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"Busquei impedir que isso acontecesse", diz Paes sobre propina na Olimpíada

Ex-prefeito parece se antecipar ao que as investigações podem trazer à tona

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Indagado sobre investigações a respeito de suposto esquema de propina na Olimpíada do Rio, o ex-prefeito Eduardo Paes afirmou: "Espero que não tenha acontecido." Ele ainda acrescentou: "Busquei sempre impedir que esse tipo de coisa acontecesse." As informações são da Folha de S. Paulo.

A Polícia Federal investiga se o ex-secretário de Paes, Alexandre Pinto, cobrou propina em obras da Copa do Mundo e da Olimpíada. 

Se Paes afirma que "buscou impedir que esse tipo de coisa acontecesse", é porque as possibilidades de isso ter acontecido são cada vez mais concretas. Paes parece se antecipar ao que as investigações vão revelar nos próximos dias.

O nome de Paes veio à tona no noticiário semana passada, com a prisão do seu ex-secretário de Obras Alexandre Pinto, acusado de participar de esquema criminoso envolvendo o pagamento de propina em obras do BRT Transcarioca e o do Programa de Despoluição da Bahia de Jacarepaguá.

>> Delação de Eike Batista pode citar Eduardo Paes

Em nota, Paes se apressou em afirmar que Alexandre Pinto era um servidor de carreira da Prefeitura do Rio e que "a política não teve qualquer relação com sua nomeação para a função de secretário de obras". Ainda segundo a nota, caso sejam confirmadas as acusações, "será uma grande decepção o resultado dessa investigação".

As investigações não apontaram a atuação de Paes, mas o procurador da República Sergio Pinel afirmou, após a prisão de Pinto, que foi identificada uma conexão entre os supostos esquemas do ex-governador do Rio, Sérgio Cabral Filho (PMDB), e da Secretaria Municipal de Obras da gestão do ex-prefeito. Um dos indícios seria a chamada "taxa de oxigênio", termo usado para chamar a propina cobrada em obras públicas nos dois esquemas. 

Os procuradores também reforçaram que os esquemas, tanto da esfera estadual quanto municipal do Rio, têm como ponto central a gestão do PMDB. “Existem pontos de contato entre as investigações do esquema no estado e do município. Como sabemos, ambas as administrações eram do PMDB”, completou Pinel.  "Verificamos que, a exemplo do que ocorria na Secretaria Estadual de Obras, havia a cobrança da famigerada 'taxa de oxigênio' na pasta municipal de Obras", destacou o procurador federal Rafael Barreto.



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