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Eduardo Paes: fusão das pastas de Educação e Cultura "foi um erro"

Extinção do MinC foi anunciada nesta quinta-feira durante a posse de Michel Temer

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O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, disse, nesta sexta-feira (13), que a extinção do Ministério da Cultura e sua integração ao da Educação "foi um erro". A declaração do prefeito, que pertence ao PMDB, mesmo partido do presidente em exercício Michel Temer, foi dada durante o lançamento do "Passaporte Cultural", que dá descontos e gratuidade em alguns espaços culturais da cidade.

"Dos ajustes feitos desses Ministérios, esse foi um erro. Eu acho que tem que fazer uma mobilização tranquila, o setor tem força suficiente pra fazer as pressões de maneira adequada. É o início de um momento que está turbulento. Como ator político, acho que a gente devia ter mantido a pasta da Cultura, não precisava ter integrado ao Ministério da Educação", criticou Eduardo Paes.

A separação das pastas da Educação e da Cultura foi uma iniciativa de José Sarney, em 1985. Durante o governo de Fernando Collor, o Ministério da Cultura (MinC) foi novamente extinto. A volta da pasta veio com Itamar Franco e ganhou força nos governos do ex-presidente Lula e da presidente Dilma Rousseff.

Nesta quinta-feira (12), ao assumir interinamente o governo federal, logo após a presidente Dilma Rousseff ter sido comunicada de seu afastamento por decisão do Senado Federal, Michel Temer anunciou o deputado federal Mendonça Filho (DEM-PE), que nunca exerceu nenhum cargo ligado à cultura, para titular do Ministério da Educação, que agregou a pasta da Cultura.



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