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Dilma fala sobre combate à corrupção e diz que "não deixará pedra sobre pedra"

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Em entrevista ao Jornal Nacional, na noite desta segunda-feira (27), a presidente reeleita Dilma Rousseff disse que a sociedade exige uma atitude que interrompa a sistemática impunidade que ocorre ao longo da nossa história, doa a quem doer. "Fazer justiça é punir alguém que errou. Esse fator não pode levar à instabilidade política. O Brasil amadureceu nestes 12 anos e eu não falei contra a corrupção só nestas eleições. Pode ter certeza que farei o possível para colocar às claras tudo o que ocorreu neste país, não só na Petrobras. Não vou deixar pedra sobre pedra. Mas não é divulgando seletivamente informações. Farei questão que a sociedade brasileira saiba de tudo. O que leva à crise são as delações e as insinuações", afirmou a presidente.

Dilma reiterou ainda que acredita na democracia como um dos mais importantes fatores para que um país possa mudar, de forma pacifica e ordeira. "Nesta eleição, mesmo com visões contraditórias, havia algo em comum no conjunto das pessoas: a busca por um futuro melhor. Esta busca é a base para que nós tenhamos uma união. Em uma democracia madura, união não significa unidade de ideias, mas sim a abertura, a disposição para o diálogo, a disposição para construir pontes, para garantir que uma eleição signifique mudanças. Temos de ser capazes de garantir as mudanças que o país precisa juntamente com as reformas", disse a presidente.

A presidente reeleita ressaltou também que a grande palavra neste momento é o diálogo. "Dialogar com  todas as forças, de todos os segmentos, e também em todos os clamores da população, que quer melhorar de vida. Assegurar que nós tenhamos um país mais moderno, mais produtivo, que tenha como base valores, como oportunidades para todos, e o combate sem tréguas à corrupção". 




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