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Site e exposição no MNBA resgatam obra de precursora da arte abstrata

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Considerada uma das precursoras da arte abstrata no Brasil, a escultora e pintora Zélia Salgado (1904-2009) vai ser relembrada a partir de amanhã (9) com o lançamento de um site e a inauguração de uma pequena mostra de sua obra no Museu Nacional de Belas Artes (MNBA). Há nove anos, em 2004, o museu promoveu uma grande retrospectiva de Zélia, por ocasião do centenário da artista, que esteve presente ao evento. Cinco anos depois, em 2009, ela morreu no Rio de Janeiro, aos 104 anos.

Contemplado no projeto Mídias Digitais 2011 da Secretaria Estadual de Cultura, o site www.zeliasalgado.art.br conta a trajetória da artista, iniciada na década de 20, quando cursou a então Escola Nacional de Belas Artes (ENBA). Na década seguinte, viveu em Paris, onde aperfeiçoou seus estudos na lendária academia La Grande Chaumière. Nos anos 1940, de volta ao Brasil, passou a trabalhar com o amigo Roberto Burle-Marx (1909-1994), paisagista e também artista plástico, que a estimulou a criar suas primeiras esculturas abstratas.

Zélia Salgado participou das cinco primeiras bienais de São Paulo e de mostras nos museus de arte moderna (MAM) do Rio de Janeiro e da capital paulista. No MAM do Rio, lecionou até 1959, tendo como colega a gravurista Fayga Ostrower e como aluna a escultora Lygia Clark.

Dedicada à vida familiar a partir dos anos 1970, a artista plástica continuou produzindo, mas apenas em 2002 foi resgatada do esquecimento, com uma exposição no Espaço Cedim, no Rio, e o documentário em vídeo Aspirações Abstratas, que integra o conteúdo do site que será lançado amanhã (9). Em 2004, ganhou a retrospectiva no MNBA.

A exposição exibe esculturas e pinturas de Zélia Salgado e poderá ser visitada de terça a sexta-feira, das 10h às 18h, e sábados, domingos e feriados, das 12h às 17h. A entrada é franca e o MNBA fica na Avenida Rio Branco, 199, no centro do Rio.

 



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