Jornal do Brasil

Sexta-feira, 20 de Julho de 2018 Fundado em 1891

Heloisa Tolipan

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"Vejo que sou menina, mas me sinto menino", revela Bárbara Paz

"Quando eu olho meu corpo, eu vejo que tenho peito, coxa, mas está faltando alguma coisa"

Karina Kuperman

Bárbara Paz tem uma percepção diferente sob seu corpo. Pelo menos foi o que ela revelou para Michel Melamed durante o "Bipolar Show", no Canal Brasil. "Devia ter nascido menino mesmo. Eu era para ter chamado Plínio Luiz. Fui a quarta a nascer, e nasci menina, cara e feição de menina, mas o homem está aqui dentro de mim. É muito dúbio isso, eu me sinto menino, mas quando eu olho no espelho, eu vejo que tem uma menina”, analisou ela, que foi além: "Quando eu olho meu corpo, eu vejo que tenho peito, coxa, mas está faltando alguma coisa".

Bárbara Paz como Jô em "O outro lado do paraíso"

A atriz contou, ainda, que sua sanidade é sempre colocada em dúvida na mídia. “As pessoas acham que eu sou maluca all the time, e não. Eu sou muito pé no chão, concreta. Queria ser menos, mas sou racional”, explicou ela, que garante não fazer tipo: “Eu falo o que penso, não espero pra falar e reflito. Eu realmente falo na hora que tem pra falar”, disse.

Aos 43 anos de idade e com 20 de carreira, atualmente, ela integra o elenco de “O Outro Lado do Paraíso”, novela das 21h da Globo, dando vida à Jô, personagem que participou da trama contra Elizabeth/Duda, vivida por Gloria Pires. “Ela é incrível e dá dó de fazer ela sofrer, porque ela é uma pessoa tão bacana! Mas a personagem dela logo vai mudar. Como a novela fala que tudo tem volta, a minha personagem vai viver isso”, adiantou, em recente entrevista.

Em uma parte da conversa com Michel, Bárbara lembrou de seus 17 anos, quando saiu de casa. “A gente tem que viver todo dia como se fosse o último. Isso é piegas, mas eu vivo, faço tudo, caio em todos os buracos, saio dos buracos, levanto, olho pra frente. Sigo em frente, se tiver que fazer alguma coisa eu faço”, afirmou ela, que contou, ainda, como lida com o luto da morte do cineasta Hector Babenco, que faleceu em julho de 2016, devido à uma parada cardíaca. "O luto demora muito e ainda não passou. Estava muito fraca dentro de mim e não conseguia dormir. Precisava de ajuda para fazer a minha peça tranquila e saber que a vida segue, que não acaba. Eu estava me destruindo um pouco. Agora, tenho um novo pai, o João de Deus", disse.



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