Jornal do Brasil

Quinta-feira, 14 de Dezembro de 2017

Heloisa Tolipan

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Robinho é condenado a nove anos de prisão por violência sexual

O jogador de futebol participou de um abuso coletivo de uma jovem com outros cinco homens

Karina Kuperman

Ídolo dentro dos campos, Robinho está no centro de uma grande polêmica. O atacante brasileiro foi condenado a nove anos de prisão pelo estupro de uma jovem albanesa, comedito no início de 2013, em uma casa noturna de Milão. De acordo com a sentença, o abuso teria sido cometido junto com outros cinco homens, todos brasileiros. Na época, ele jogava pelo Milan. A decisão do tribunal aponta que os acusados "abusaram das condições de inferioridade psíquica e física da vítima, que havia tomado substâncias alcoólicas, com o agravante de terem-lhe dado bebida até que ficasse inconsciente e incapaz de resistir".

Durante o julgamento, a defesa afirmou que não há nenhuma prova de que a jovem, de origem albanesa, não tenha consentido com a relação nem de que ela tenha ingerido bebidas alcoólicas a ponto de ficar em “condições de inferioridade física e psíquica”.

O jogador Robinho
O jogador Robinho

Segundo o veículo italiano "La Stampa", o grupo teria levado a garota ao vestiário do Sio Café em Milão, onde "múltiplas relações sexuais" foram consumadas, para festejar o seu aniversário de 23 anos. A investigação colheu o depoimento da suposta vítima e, no verão europeu de 2014, Robinho prestou esclarecimentos e chegou a negar seu envolvimento no caso. "Diante das informações envolvendo o jogador de futebol Robson de Souza (Robinho), noticiadas irresponsavelmente hoje nos meios de comunicações da Itália, e replicadas no Brasil sem qualquer apuração quanto à sua veracidade, Robinho afirma que não tem qualquer participação no episódio mencionado. Todas as providências legais já estão sendo tomadas. Robinho lamenta o episódio, que é levantado sem qualquer fundamento, justamente em um período que atravessa uma boa fase profissional, pessoal e familiar".

Apesar da condenação do Tribunal de Milão, o sistema de Justiça italiano permite vários níveis de recurso, e, segundo a imprensa local, o veredito é posto em espera até que todo o processo seja concluído. Até lá, nenhuma sentença será aplicada. O jogador de 33 anos tem, agora, a possibilidade de apelar em mais duas instâncias e, de acordo com uma fonte afirmou à agência Reuters, a Itália não pedirá a extradição do jogador até que se esgotem os recursos. A advogada do Robinho, Marisa Alija, disse que "sobre o fato ocorrido há alguns anos, esclareço que meu cliente já se defendeu das acusações, afirmando não ter qualquer participação no episódio. Todas as providências legais já estão sendo tomadas acerca desta decisão em primeira instância".

Esta não foi a primeira acusação de estupro contra o atacante. Em 2009, Robinho já havia chegou a ser preso diante de outra acusação de violência sexual, em uma boate em Leeds. Na época, ele defendia o Manchester City, da Inglaterra, e foi liberado sob fiança, pois o serviço de investigações da coroa inglesa decidiu que nenhuma ação deveria ser tomada, após analisar os detalhes da acusação. No final, ele foi acusado, mas sem provas. O atacante sempre negou a história.

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