No backstage de Ronaldo Fraga, futebol invade campo da moda e marca um golaço
Coluna visita 'vestiário' do estilista na SPFW e desvenda mais uma jogada deste camisa 10
Paixão nacional: título de responsabilidade poderosa que tem o futebol, esporte bretão que fascina tantos brasileiros, normalmente mais do que o normal às quartas e domingos. Celeiro de craques, nosso país, ao longo dos anos, se tornou espelho para outras nações que sempre tentaram se igualar a nossa majestade. Vã tentativa, cuja falência é justificada pela característica pueril que traça o caráter do futebol brasileiro: a ginga.
Ginga que se embrenhou em nossos gramados lá pela década de 30, quando o tal futebol, antes prática das elites, já ganhava apelo popular, com a entrada dos negros nos times. No entanto, o preconceito cismava em marcar cerrado o esporte, com a possibilidade de policiais e juízes castigarem negros que fizessem faltas mais pesadas durante as partidas. Nasce, então, a tal 'ginga', trazida da capoeira para os jogos. Válvula de escape que se tornou assinatura de nossos jogadores. Uma época também marcada pelo início da profissionalização de nosso futebol, dali para frente máquina prolífica de craques.
Craques como Ronaldo Fraga, camisa 10 da moda nacional e que decidiu mergulhar justamente neste fragmento histórico do futebol brasileiro para levar ao campo, ou melhor, à passarela da São Paulo Fashion Week um desfile também cheio de ginga.
E a coluna, fã confessa dos dribles que Ronaldo dá sobre a mesmice (essa perna-de-pau que às vezes teima em ser escalada nas semanas de moda), passeou pelo 'vestiário' do estilista antes da entrada no estádio, também chamado aqui de sala de desfile. Sob o olhar do fotógrafo Vinicius Pereira, mostramos aqui as cores fortes e as listras gráficas convocadas por Ronaldo Fraga para marcar mais um golaço.






























Colaborou Beatriz Medeiros

