Revolta: torcedores organizam petição para renúncia de presidente da Mocidade
Sem desfilar no sábado das Campeãs desde 2003, escola é dirigida há 10 anos por Paulo Vianna
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Os últimos anos não têm sido muito felizes para uma das agremiações mais tradicionais do Carnaval carioca, distante do Desfile das Campeãs desde 2003, quando chegou ao 5º lugar falando sobre doação de órgãos. De lá para cá, somente colocações incômodas, como 11ª ocupada neste ano (péssimo feito que já havia 'conquistado' em 2009, com um desfile trágico).
Aos 57 anos de idade, a Mocidade Independente de Padre Miguel vive uma crise, além de financeira, política: há 10 anos consecutivos no comando da escola, o presidente Paulo Vianna vem sofrendo uma pressão sem precedentes para que abandone o cargo, principalmente após o resultado de 2013 e os rumores cada vez mais fortes de saída do badalado carnavalesco Alexandre Louzada. Mais do que nunca, a sombra de um iminente (e inédito) rebaixamento da estrela-guia da Zona Oeste vem assustando os mais apaixonados pela agremiação.

Os mais radicais e práticos já estão se mobilizando, inclusive, para tentar remover Vianna da presidência da escola (fato que, segundo a assessoria da Mocidade, é impossível de ocorrer). Uma petição pública online está sendo veiculada na web e já conta com quase 800 assinaturas de torcedores da Mocidade que exigem a saída do dirigente. É realmente grave a crise institucional em Padre Miguel, o que, aliás, em nada combina com uma das agremiações mais queridas da cidade, dona de cinco títulos na elite do samba.
Colaborou Beatriz Medeiros

