Exclusivo: um papo sobre erotismo com Suzana Pires, atriz da novela 'Gabriela'
Co-autora da próxima novela das 18h da Globo lança hoje revista na qual posou para fotos sensuais
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A gente adora ver as cenas da sensualíssima Glória, em Gabriela, novela das 23h da Globo, personagem de Suzana Pires. Ela é a teúda e manteúda do coronel Coriolano, interpretado por Ary Fontoura. Mas não é de hoje que acompanhamos o trabalho de Suzana e sabemos que a verve artística dela, além de atriz, pode ser vista como designer de roupas e autora de textos literários e para TV. No momento, ela se debruça na empreitada de ser co-autora de Walther Negrão para a trama que deve substituir Lado a lado, novela das 18h. Mas, estamos aqui para contar que Suzana vai lançar hoje, em festa no hotel Fasano, em Ipanema, a revista Status, na qual ela posou em fotos sensuais. Tudo sob o comando de Candé Salles, um mega produtor de sucesso. Engatamos um papo gostoso com Suzana na véspera da festa. Confira:
Heloisa Tolipan - Me conta sobre a sua decisão de fazer um ensaio sensual? Qual o limite entre o erótico, o sensual e o pornográfico?
Suzana Pires - Heloisa, querida!!! Há algum tempo (alguns anos) recebo convites para fazer revistas de ensaio sensual, mas sempre declinei. Eu não me sentia a vontade em exibir meu corpo fora de uma personagem. Achava que não seria levada a sério, principalmente como autora. Hoje, aos 36 anos, estou mais segura e percebo que não preciso mais ter medo do meu corpo diminuir a minha mente. Acho que estou começando a me entender como mulher. O erótico acredito que seja da seara da busca. Buscar “se erotizar”, buscar fantasias. O sensual vejo como algo mais natural, sem busca, do próprio corpo. E o pornográfico tem um quê de necessidade, de não-orgânico.
HT - Como tem sido a sua rotina de escritora? Me fale sobre o seu trabalho nessa área.
SP - Escrever é um êxtase. A rotina de escritora é bem mais pesada que a de atriz. É um trabalho onde 90% é de transpiração e 10% de inspiração. É uma responsabilidade enorme. Estou escrevendo na equipe do mestre Walther Negrão e tenho como parceiros Julio Fischer, Fausto Galvão e Vinícius Vianna, autores com muita experiência. Sou a novata num time admirável. Me sinto honrada por fazer parte e por ter sido tão bem acolhida por eles. É um dia-a-dia desafiador.
HT - O que acha do culto de mulheres frutas no nosso país?
SP - Acho divertido. Só no Brasil temos isso. É um fetiche, válido, livre. Não as conheço pessoalmente, mas tenho certeza que elas têm um valor enorme como mulher, de batalha mesmo.
HT - Até quando o Brasil vai ser reconhecido pelo "país do bumbum"?
SP - Acho que para sempre seremos reconhecidos assim, porque bumbum como o da brasileira não existe em nenhum outro lugar! rsrs Mas, somado a isso, estamos conseguindo, aos poucos, mostrar que as mulheres brasileiras somam sensualidade à inteligência. Talvez a brasileira seja a responsável em mostrar isso ao mundo. Hoje somos muitas mulheres brasileiras, com um bumbom bem grande e uma cinturinha bem fininha, provendo famílias.
HT - Você acha que no nosso país há um culto exagerado à beleza?
SP - Acho. O culto à juventude é o que mais me espanta.
HT - Como a mulher pode se manter linda e sensual em todas as idades?
SP - Talvez assumindo seu passado, vivendo o presente intensamente para o futuro ser ainda melhor. É tão bom viver e o tempo é algo tão bom: ele pode te dar umas doreszinhas físicas, mas tem o poder de curar as dores da nossa alma...
HT - Como se manter eterna na indústria da TV brasileira?
SP - Acho que trabalhando com qualidade, profissionalismo, equilíbrio emocional, dedicação e seriedade. Observo as atrizes com muitos anos de carreira e vejo isso nelas. A Laura Cardoso, minha amiga querida, uma mestra, é uma escola disso. Observá-la e ouvI-la é uma dádiva!
HT - O que tem a dizer sobre a efêmera vida midiática de alguns atores no Brasil.
SP - Acho que eu faria uma pergunta: qual é o seu trabalho, ser ator ou ser arroz de festa? A resposta é uma escolha individual.


