Exclusivo: "Não tenho paciência para o over", revela Fafá de Belém!
Nova jurada do 'Ídolos', cantora afirma estar à procura de uma nova voz 'sem presepada'
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Um dos grandes desafios de um artista, principalmente um cantor, é saber se renovar. Mas, nem sempre esta iniciativa de renovação se desenvolve nos palcos, na própria carreira ativa do astro. Esta nova fase pode ser vivenciada, por exemplo, no contato com novas vozes, com ouvidos abertos a talentos desconhecidos e olhos abertos, ligados no futuro. Um exemplo? Fafá de Belém.
Aos 56 anos, nossa consagrada representante da MPB decidiu mergulhar no desafio de integrar a bancada de jurados da nova temporada de 'Ídolos', a quinta jornada do reality show na Record. E, entre viagens de shows e a correria do programa, no qual divide holofotes com os também jurados Supla e Marco Camargo, sob comando do apresentador Marcos Mion, Maria de Fátima, a sua, a nossa Fafá conseguiu tirar dez minutinhos de seu tempo para conversar com a coluna, com exclusividade, sobre esta nova experiência em seus 40 anos de carreira.
Heloisa Tolipan - O que a levou a aceitar estar na bancada do 'Ídolos'?
Fafá de Belém- O desafio de se encontrar um artista com talento e luz própria. Inspirar-se em alguém é positivo, copiar é fugaz e ilusório.
HT - Quais os principais critérios que você decidiu adotar na busca pelo novo ídolo do Brasil?
Fafá - Uma voz brasileira sem presepada e trejeitos desnecessários. Não tenho paciência para o over e a busca desesperada pelos tais 15 minutos de fama. Procuro alguém que queira construir uma carreira e não um sucesso a qualquer preço.

HT - Como você vê o estigma de que o 'Ídolos', até hoje, não conseguiu lançar um verdadeiro... ídolo? Concorda ou discorda?
Fafá - Entendo que o programa coloca no mercado alguém com chances de se tornar um ídolo. A sequência do trabalho, as apostas, as escolhas, inclusive do empresário, não são de responsabilidade do programa.
HT - Você é um grande ídolo nacional e, particularmente, representante da cultura de um estado inteiro! Como você vê, por exemplo, o estouro de Gaby Amarantos como uma nova diva do Pará?
Fafá - Vejo com alegria o surgimento de novas e boas cantoras. O novo oxigena o que já está aí. Quanto a eu ser "diva"... sou apenas uma cantora brasileira. A carreira requer trabalho e dedicação constante, acreditar que você é Deus não te faz capaz de realizar milagre (risos)!
HT - Nas últimas duas edições, o 'Ídolos' consagrou cantores extremamente ligados ao estilo sertanejo. E hoje vemos o sertanejo dominando rádios, trilhas de novela... Você acha que a busca por este novo ídolo pode cair nesta armadilha da 'modinha do momento'?
Fafá - Olha... somente os candidatos e o publico dirão.
HT - Ser um ídolo é...
Fafá - Ter uma carreira sólida amparada em seriedade, trabalho, dedicação e que atravessa o tempo sem excessos nem caricaturas. Um ídolo é construído ao longo do tempo. Uns chegam lá, outros não...

