Top rolou/ não rolou na 33ª edição da São Paulo Fashion Week
Reunimos um júri especializado para eleger os pontos altos e baixos da fashion week
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Durante seis dias, entramos e saímos de salas de desfiles dezenas de vezes e nem conseguimos contar quanto tempo passamos em frente a um computador, seja dentro da sala de imprensa ou no quarto do hotel, tendo a São Paulo Fashion Week como foco do nosso trabalho.
Agora que as portas dessa edição se fecharam definitivamente, podemos olhar para trás e eleger os pontos altos da semana e o que não deu muito certo nesta 33ª edição da SPFW. Pedimos ajuda aos companheiros de maratona para fazer a listinha, que vai desde os horários coladinhos dos desfiles do último dia às saias mullet, tendência controversa onipresente nos corredores da Bienal.
- Arlindo Grund, consultor de estilo e apresentador do Esquadrão da moda: "Adorei ver calças curtas para os homens, inclusive nos corredores, os meninos estavam usando bastante, nem que fosse com a barra dobrada. E transparência para os homens não dá, gente! Fica muito Dr. Rey!"
- André do Val, editor-executivo do Chic: "Gostei que os principais estilistas seguiram um caminho bem simples e focaram no que sabem fazer melhor. Até no desfile do Lino Villaventura, que costuma ser bem teatral, consegui enxergar roupas que poderiam ir à rua. A Osklen saiu daquele clima japonês e voltou para suas raízes, fazendo roupa de praia, Gloria Coelho e Reinaldo Lourenço colocaram até vestidinhos na passarela. Souberam dosar bem o lado comercial, que deve ser valorizado nesses tempos de crise. E não aguentei ver as saias mullet no corredor!"

- Giovanni Frasson, diretor de moda da Vogue: "Adorei ver a ausência de referências internacionais na passarela. Não total, mas os principais estilistas não ficaram apegados à elas. E não gostei das perucas da R. Rosner"
- Jorge Wakabara, editor chefe do site de Lilian Pacce: "Gostei que a Colcci não bombou tanto na celebridade e os jornalistas souberam focar mais no desfile e menos nas celebridades. A fila A estava cheia delas, é verdade, mas lá é onde elas têm de ficar. O que/ não rolou foi o horário dos desfiles do último dia. A Cavalera deu o start em um lixão na Zona Leste e, logo no início da tarde, tinha o André Lima aqui na Bienal. Só de olhar o line-up já dava para saber que não daria certo."

