Crônica - Madonna: a volta da que não foi!
Suposto 'retorno' da musa em 2012, esbravejado pela mídia, levanta questão: quando ela nos deixou?
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A cada notícia sobre ela, só se lê a seguinte constatação: 2012 é o ano do retorno de Madonna! Novo álbum, nova turnê, novas performances. Trata-se, logo, de uma renovação, não de um retorno. Não fosse Madonna, talvez o termo 'retorno' até fosse plausível, mas a loura agrega determinados valores que impedem tal uso.
Enquadrada na moldura da realeza do Pop, como rainha do gênero, Madge, ao longo dos anos, sempre pôde ser vista, revista e revisitada (e assim foi feito) pelas mãos de cada uma das estrelas da Poplândia que surgiram. De Britney Spears a Lady Gaga, de Beyoncé a Rihanna, de Katy Perry a Ke$ha: todas têm Madonna dentro de si. O que, queiram os puritanos ou não, remete à permanência constante da matriarca na mente (e nos ouvidos) de todos nós.
Por mais que não tenha apreciado em nada as amostras que nos apresentou até agora, este ano, não negarei jamais a relevância da loura mais incrível da história do pop, sua majestade, contribuição para a música e suas heranças que ainda desconhecemos.

A grande questão gira em torno, simples e puramente, do termo 'retorno': Madonna nunca se foi, nunca esteve distante dos holofotes, dos fones de ouvido, do trono. Madonna não retornou. Ela sempre esteve por aqui, por aí, em todo lugar. Passe a reparar...
Por Pedro Willmersdorf

