Swing, rebolado e muita animação na plateia: Ricky Martin fez um verdadeiro espetáculo para os fãs cariocas
Cantor fez um show histórico na noite desse sábado, 27, no Citibank Hall, no Rio
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A avalanche Ricky Martin desceu sobre o Rio de Janeiro. O cantor, que não dava as caras pelo Brasil há seis longos anos, retornou nesse final de semana arrastando milhares de fãs aos shows em São Paulo e no Rio.
Neste último, Ricky levou os fãs cariocas ao delírio, com seu belo time de bailarinos e bailarinas, que dançavam de forma envolvente e sensual.
Sucessos como Maria, Livin' la vida loca, She Bangs e La copa de la vida estavam na ponta da língua e fizeram o público lembrar do astro porto-riquenho que alcançou o sucesso por aqui com sua carreira solo, na segunda metade da década de 1990.
Com introdução carnavalesca, a apresentação mostrou diversos clipes e cenas de Ricky nos telões. A plataforma metálica onde o astro latino passou boa parte do show chamou a atenção de todos e deixou o público curioso. Ao entrar no palco (ou melhor, na plataforma), o cantor vestia um look de motoqueiro, com jaqueta e calça de couro, bem coladas no corpo.

Em uma das coreografias, já exibida no show de São Paulo, Ricky subiu na plataforma e se jogou de costas para os bailarinos, que o seguraram, claro. Para deixar o clima ainda mais "caliente", o cantor tirou a jaqueta e a blusa, mostrando um corpo bem definido.
O cantor, que morou por aqui nos tempos de Menudos, agradeceu a presença dos fãs, fez juras de amor ao público brasileiro, pediu desculpas pelos erros de português e disse: "vou deixar minha alma aqui no palco". Com muito swing e rebolado, o show seguiu animado e teve nuances de romantismo, como nas canções Vuelve e Lo mejor de mí vida eres tu.

Em um breve intervalo entre uma canção e outra, o cantor e seus bailarinos voltaram ao palco com um look mais "malandro" e arrasaram com Livin' la vida loca, um dos pontos altos do show. Com o primeiro grande sucesso solo, Maria, Martin aproveitou para ressaltar a proximidade musical entre Brasil e Porto Rico. Ele ainda brincou com os fãs, fazendo propaganda de seu país: "Quando estiverem de férias, conheçam Porto Rico", disse o cantor.
Uma das fãs que estava na pista premium, a autônoma Tania de Castro, 49 anos, se esbaldou de tanto dançar e contou à coluna que o cantor superou suas expectativas: "Ele rebola muito, tem muito gingado e canta muito bem. Foi o primeiro show dele que a pude assistir ao vivo e a energia que ele passa é maravilhosa. Adorei", confessou.
O telão mostrava imagens de acordo com as canções ou os comentários do ídolo: em Maria, eram exibidas cenas das praias paradisíacas do Caribe; em outro momento, o projetor mostrava cenas de Ricky completamente nu, exaltando seus gestos corporais e suas tatuagens, enquanto o cantor ensaiava movimentos diversos, que imitavam o ninar de um bebê.
Na sequência, o porto-riquenho emendou um sucesso da década de 1990 com outro, gravado em 2006 no seu disco MTV Unplugged: La bomba e Pégate animaram ainda mais a plateia, que dançou muito, ao som do clássico ritmo de sua terra natal.
Com La copa de la vida, canção-tema da Copa do Mundo de Futebol de 1998, o astro parecia encerrar a apresentação. Parecia. Muito feliz com a empolgação dos cariocas, Ricky entoou um sonoro "tira o pé do chão" e terminou a canção com uma bandeira do Brasil enrolada ao pescoço, depois que uma fã próxima ao palco a lançou para o ídolo.
Ao sair do palco, porém, Martin foi convocado pelos fãs, que imploravam por um bis. A resposta não demorou muito: menos de um minuto depois, o cantor voltou ao palco, cantando uma versão de Maria, em inglês. No refrão, de volta ao espanhol, o porto-riquenho fez a plateia recuperar o fôlego para entoar, pular e celebrar novamente.

Com uma camisa com os dizeres "tu you = me yo", o astro agradeceu pela "noite maravilhosa" e pediu aplausos para os músicos de sua banda. No final, o simpático cantor fez um sinal de igualdade com as mãos para saudar o público: "Aqui, você e eu somos iguais. Ninguém é melhor do que ninguém", disse. Depois disso, Ricky devolveu a bandeira brasileira para a fã na pista premium, acenou para os fãs e desapareceu na escuridão.
De resto, apenas uma lamentação: o espetáculo foi tão bom que os fãs acharam a apresentação, de uma hora e meia, curta demais. Que seu retorno aconteça em breve!

