Jornal do Brasil

Quinta-feira, 11 de Abril de 2013

Heloisa Tolipan

Swing, rebolado e muita animação na plateia: Ricky Martin fez um verdadeiro espetáculo para os fãs cariocas

Cantor fez um show histórico na noite desse sábado, 27, no Citibank Hall, no Rio

Jornal do BrasilCom Pedro Willmersdorf

Confira também o nosso blog.

A avalanche Ricky Martin desceu sobre o Rio de Janeiro. O cantor, que não dava as caras pelo Brasil há seis longos anos, retornou nesse final de semana arrastando milhares de fãs aos shows em São Paulo e no Rio.

Neste último, Ricky levou os fãs cariocas ao delírio, com seu belo time de bailarinos e bailarinas, que dançavam de forma envolvente e sensual.

Sucessos como Maria, Livin' la vida loca, She Bangs e La copa de la vida estavam na ponta da língua e fizeram o público lembrar do astro porto-riquenho que alcançou o sucesso por aqui com sua carreira solo, na segunda metade da década de 1990.

Com introdução carnavalesca, a apresentação mostrou diversos clipes e cenas de Ricky nos telões. A plataforma metálica onde o astro latino passou boa parte do show chamou a atenção de todos e deixou o público curioso. Ao entrar no palco (ou melhor, na plataforma), o cantor vestia um look de motoqueiro, com jaqueta e calça de couro, bem coladas no corpo.

A entrada de Ricky: couro modulando o corpo atlético e uma plataforma metálica como palco
A entrada de Ricky: couro modulando o corpo atlético e uma plataforma metálica como palco

Em uma das coreografias, já exibida no show de São Paulo, Ricky subiu na plataforma e se jogou de costas para os bailarinos, que o seguraram, claro. Para deixar o clima ainda mais "caliente", o cantor tirou a jaqueta e a blusa, mostrando um corpo bem definido.

O cantor, que morou por aqui nos tempos de Menudos, agradeceu a presença dos fãs, fez juras de amor ao público brasileiro, pediu desculpas pelos erros de português e disse: "vou deixar minha alma aqui no palco". Com muito swing e rebolado, o show seguiu animado e teve nuances de romantismo, como nas canções Vuelve Lo mejor de mí vida eres tu.

Não só a estrela da noite exibiu uma belíssima forma, como também os integrante de sua banda
Não só a estrela da noite exibiu uma belíssima forma, como também os integrante de sua banda

Em um breve intervalo entre uma canção e outra, o cantor e seus bailarinos voltaram ao palco com um look mais "malandro" e arrasaram com Livin' la vida loca, um dos pontos altos do show. Com o primeiro grande sucesso solo, Maria, Martin aproveitou para ressaltar a proximidade musical entre Brasil e Porto Rico. Ele ainda brincou com os fãs, fazendo propaganda de seu país: "Quando estiverem de férias, conheçam Porto Rico", disse o cantor.

Uma das fãs que estava na pista premium, a autônoma Tania de Castro, 49 anos, se esbaldou de tanto dançar e contou à coluna que o cantor superou suas expectativas: "Ele rebola muito, tem muito gingado e canta muito bem. Foi o primeiro show dele que a pude assistir ao vivo e a energia que ele passa é maravilhosa. Adorei", confessou.

O telão mostrava imagens de acordo com as canções ou os comentários do ídolo: em Maria, eram exibidas cenas das praias paradisíacas do Caribe; em outro momento, o projetor mostrava cenas de Ricky completamente nu, exaltando seus gestos corporais e suas tatuagens, enquanto o cantor ensaiava movimentos diversos, que imitavam o ninar de um bebê.

Na sequência, o porto-riquenho emendou um sucesso da década de 1990 com outro, gravado em 2006 no seu disco MTV Unplugged: La bombaPégate animaram ainda mais a plateia, que dançou muito, ao som do clássico ritmo de sua terra natal.

Com La copa de la vida, canção-tema da Copa do Mundo de Futebol de 1998, o astro parecia encerrar a apresentação. Parecia. Muito feliz com a empolgação dos cariocas, Ricky entoou um sonoro "tira o pé do chão" e terminou a canção com uma bandeira do Brasil enrolada ao pescoço, depois que uma fã próxima ao palco a lançou para o ídolo.

Ao sair do palco, porém, Martin foi convocado pelos fãs, que imploravam por um bis. A resposta não demorou muito: menos de um minuto depois, o cantor voltou ao palco, cantando uma versão de Maria, em inglês. No refrão, de volta ao espanhol, o porto-riquenho fez a plateia recuperar o fôlego para entoar, pular e celebrar novamente.

Empatia explícita pelo público brasileiro e fôlego invejável marcaram a passagem de Martin pelo Rio
Empatia explícita pelo público brasileiro e fôlego invejável marcaram a passagem de Martin pelo Rio

Com uma camisa com os dizeres "tu you = me yo", o astro agradeceu pela "noite maravilhosa" e pediu aplausos para os músicos de sua banda. No final, o simpático cantor fez um sinal de igualdade com as mãos para saudar o público: "Aqui, você e eu somos iguais. Ninguém é melhor do que ninguém", disse. Depois disso, Ricky devolveu a bandeira brasileira para a fã na pista premium, acenou para os fãs e desapareceu na escuridão.

De resto, apenas uma lamentação: o espetáculo foi tão bom que os fãs acharam a apresentação, de uma hora e meia, curta demais. Que seu retorno aconteça em breve!

colunaheloisatolipan@gmail.com

Tags: citibank hall, ricky martin, Rio de Janeiro

Compartilhe:

Tweet

Comentários

1 comentário
  • waldeyla, fortaleza

    que pena que não fui ao show porque gosto muitoooooooooooooo do ricky martin teria amado.

Postar um comentário

Faça login ou assine para comentar.