Contagem regressiva para a premiação do 15th Brazilian Film Festival of Miami. A cerimônia será realizada hoje à noite, seguida de uma homenagem ao produtor, jornalista e cineasta Arnaldo Jabor, que ganhou uma mostra completa de sua filmografia na Cinematheque de Miami Beach. Além disso, o público vai conferir, em primeira mão A suprema felicidade, longa de Jabor que acaba de sair do forno.
Há 17 anos, ele está sem filmar e, quando perguntei a ele qual a sua suprema felicidade, a resposta foi tácita ao lado da mulher, Ananda Rubinstein. “Ela!”. Sim, foi assim que Jabor me contou. E mais: “Heloisa, quando estava procurando um título para o filme, olhei para Ananda e lembrei que ela havia me contado que o nome Ananda em sânscrito significa felicidade”. Lindo, não? Mais, sim, eu tenho mais: Arnaldo é pura emoção, sempre, e quando reviu Toda nudez será castigada, no The Soho House, que já comentei aqui, com vocês, ficou com os olhos marejados. Lembrou de amigos que já se foram, contou babados de Darlene Glória e comentou com uma amiga da coluna todos os detalhes dos takes que estávamos conferindo.
Bem... vou falar mais uma historinha sobre o sucesso de Jabor em Miami Beach: ele ganhou jantar super cool no W Hotel, na Collins Avenue. No menu: salada de palmito, tomate, coentro e vinagrete de goiaba; três opções de pratos principais: garoupa com cogumelos selvagens e purê de ervilha, frango grelhado com purê de alho e ravioli de trufa. A sobremesa dos deuses era um mix de chocolatinhos e todas as variações sobre o tema. Na hora do brinde, Jabor rasgou o verbo: “Estava magoado e não acreditava mais no cinema brasileiro. Quem sabe, eu possa, agora, voltar a ser um pouco mais feliz nesta empreitada”. O diretor ainda falou sobre o ritmo feroz e avassalador do mercado de distribuição de filmes no país. “A distribuição, a competividade, a incompetência de muitos gananciosos ainda me deixam apreensivo”, confidenciou.
Vamos falar um pouco, agora, sobre a cerimônia de premiação. A apresentação vai ficar por conta de Ney Latorraca, presença constante e o maior apoiador do festival em todas essas 15 edições, e Alessandra Colasanti, que chegou toda fashion na terra do Tio Sam e ainda comemorando o sucesso de A verdadeira história da bailarina de vermelho, filme no qual ela lava, passa e dança. Assina a direção de arte, edição e ainda atua como roteirista e protagonista. Aguardem as cenas dos próximos capítulos da festa do cinema que eu vou contar por aqui.