No peito de Jane Monheit, bate um coração em ritmo de bossa-nova
Em entrevista exclusiva à coluna, new diva do jazz declara todo seu amor por Tom Jobim
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Enquanto Jose James fraseava e improvisava com o público, aquela que é considerada a nova musa do jazz contemporâneo passava os últimos ajustes com seus músicos, e aquecia a voz. Jane Monheit estava prestes a encarar um público de mais de 25 mil pessoas, que mal se continham de ansiedade para ouvir sua bela voz.
Após o show memorável, a diva nos cedeu um tempinho precioso para um tranquilo bate-papo. Ao ser questionada sobre seu cantor ou cantora favorito, Monheit demorou, demorou, citou alguns exemplos, mas afirmou que – no momento – seu favorito é Jamie Cullum, que fez sucesso há um certo tempo com o hit Mindtrick.
Jane também falou sobre o festival: “É realmente muito importante, pois não é fácil para as pessoas pagarem altos valores, para viajar e entrar em um show desses. O que acho muito bom é que o festival é feito no feriado, para que as pessoas possam viajar e assistir, além de ser gratuito, o que possibilita o acesso de um público cada vez mais diversificado.”
Ao ser questionada sobre a música brasileira e sobre a possibilidade de um crescimento acelerado no público que aprecia o jazz e o blues, depois da realização desse evento, Jane deixa claro que existe espaço para a disseminação do jazz em qualquer país. “Existem muitos berços do jazz e do blues ao redor do mundo, Nova Iork (onde ela cresceu), New Orleans, Chicago e, até mesmo, o próprio Rio de Janeiro.”
Ela diz que já esteve no Brasil, por várias vezes, nos últimos 10 anos. Além disso, a cantora escuta música brasileira desde bebê, inclusive de Tom Jobim. “A bossa-nova e alguns outros estilos musicais do Brasil são muito parecidos com os padrões de jazz, por isso as canções da bossa podem ser consideradas clássicos.”
O repórter pergunta se Tom Jobim é o seu artista brasileiro favorito e ela responde: “Jobim vive no... vive no... você sabe...” E bate com a mão no peito, na altura do coração).
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