Jornal do Brasil

Quarta-feira, 18 de Julho de 2018 Fundado em 1891
Futebol & Cia.

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Renato Mauricio Prado


Mbappé ameaça sonho de Neymar

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Os dois maiores adversários de Neymar na luta para se tornar o craque da Copa e, posteriormente, o melhor jogador do mundo, deram adeus aos gramados da Rússia no mesmo dia. Teria sido uma rodada perfeita para os planos do brasileiro não tivesse um inesperado concorrente se credenciado à disputa de forma impressionante: o jovem Mbappé, de apenas 19 anos, o principal destaque da França, que confirmou, contra a Argentina, sua condição de forte candidata ao título mundial.

Kylian Mbappé marcou dois gols e levou à loucura os zagueiros argentinos, com suas velocíssimas arrancadas individuais, seus dribles desconcertantes e suas conclusões mortíferas. Somente com faltas pode ser parado e foi graças a um pênalti sofrido por ele que Griezmann abriu o placar em Kazan. Antes, cobrando outra falta em cima do garoto, na entrada da área, o camisa sete da França já acertara o travessão.

Que Mbappé tinha talento de sobra já se sabia desde os tempos em que ainda jogava no Mônaco. O que poucos esperavam era que pudesse assumir tão cedo o papel de protagonista, como aconteceu ontem. Até então, era um jovem muito promissor e um coadjuvante de luxo no Paris Saint-Germain, onde dividia o ataque com os mais badalados Cavani e Neymar. Algumas vezes chegou a ficar no banco, para que jogasse Di María.

Os três companheiros do brasileiro em Paris, aliás, jogaram bem e fizeram gols nas oitavas de final disputadas ontem. Principalmente, claro, Mbappé e Cavani. Que Neymar se inspire em seus companheiros e deslanche também, amanhã, diante dos mexicanos. A seleção brasileira precisa que ele evolua, principalmente, a partir das quartas de final, quando deverá enfrentar adversários que vem jogando melhor que o Brasil, casos da Bélgica e da França – não creio que o Uruguai, ainda mais se não contar com Cavani, possa derrotar os franceses.

Bem-vindos ao clube

Lionel Messi e Cristiano Ronaldo encerrarão as carreiras sem a glória de uma Copa do Mundo em seus currículos. Não creio que possam (ou queiram) jogar no Catar. Isso não os diminui como jogadores extraclasse que são. Passam a fazer parte agora de um clube que tem como membros gênios como Di Stefano, Puskas, Eusébio, Cruyff, Zico, Falcão, Platini, Rummenigge, Gullit, Van Basten e outros menos votados.

Uma consequência, porém, Messi sofrerá: ao menos na Argentina, duvido que alguém vá considerá-lo melhor que Maradona. Particularmente, também acho que, apesar de toda a reconhecida genialidade da Pulga, está um degrau abaixo de Dieguito.



Tags: copa do mundo, neymar, renato maurício prado, rússia, seleção

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