Agência AFP
TRÍPOLI - Dezenas de pessoas se manifestaram nesta quarta-feira diante da embaixada da Suíça em Trípoli para denunciar os 'maus-tratos' sofridos por um dos filhos do número um líbio, Muammar Khadafi, durante sua prisão no último dia 15, em Genebra.
Cerca de 200 membros dos comitês revolucionários, a base do regime do coronel Khadafi, entregaram ao embaixador suíço um comunicado ameaçando seu país com represálias se não forem apresentadas desculpas oficiais à Líbia.
- Em nenhum momento quisemos ferir os sentimentos do povo líbio - declarou o embaixador suíço Daniel Von Muralt, em uma declaração à imprensa, acrescentando que uma delegaçã suíça irá a Trípoli para tentar acalmar a tensão diplomática.
Hannibal Khadafi, o quarto filho do dirigente líbio, e sua mulher foram presos no hotel de luxo Presidente Wilson, em Genebra, depois da denúncia de duas arrumadeiras que os acusavam de tê-las agredido.
Segundo o jornal suíço Le Matin, Hannibal foi indiciado por lesões corporais simples, ameaças e coação.
Dois seguranças que se opuseram às forças da ordem também foram detidos.
Paul Gully-Hart, o advogado do casal, informou à agência de notícias suíça ATS que 200.000 francos suíços foram pagos de fiança para a libertação de Hannibal Kadafi e 300.000 francos por sua mulher, acusada de fatos mais graves.
[12:11] - 23/07/2008