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REUTERS MADRI - Uma pesquisa publicada na segunda-feira mostra que a popularidade do primeiro-ministro espanhol, José Luis Rodriguez Zapatero, atingiu seu pior nível, já que o desemprego e a falta de pagamento aumentaram durante a crise econômica que o premiê disse que nunca iria acontecer. O apoio a Zapatero caiu para 41 por cento, 10 pontos percentuais a menos do que na última pesquisa, feita em maio. O apoio ao premiê era de 57 por cento em março, quando ele foi reeleito para um segundo mandato, de acordo com a pesquisa Ipsos publicada no jornal espanhol Expansión. Mas a boa notícia para Zapatero foi a queda no apoio a Mariano Rajoy, líder do conservador Partido Popular, que está na oposição. Ela também caiu para seu pior nível - 28 por cento. A queda se deve às disputas internas do partido após a derrota nas eleições. Até duas semanas atrás, Zapatero descartou a possibilidade de uma crise econômica e acusou o Partido Popular de não ser patriota ao surgerir tal risco durante a campanha eleitoral. O primeiro-ministro finalmente usou a palavra 'crise' no dia 8 de julho, quando mais e mais dados mostravam que a Espanha está sendo castigada pelo colapso de seu boom imobiliário, pela crise de crédito mundial e pelo aumento nos preços de combustíveis. O ministro da Economia, Pedro Solbes, disse na semana passada que a Espanha enfrenta a crise mais complexa de sua história, depois que seis empresas de construção e propriedade entraram em colapso. O desemprego pode ter atingido 10 por cento no segundo trimestre, de acordo com uma pesquisa da Reuters, e alguns analistas acreditam que ele pode atingir 15 por cento no fim do ano que vem. A pesquisa Ipsos, feita do dia 1o ao dia 13 de julho, entrevistou mil espanhóis com mais de 18 anos e descobriu que Zapatero manteve o apoio de 74 por cento das pessoas que votaram em seu Partido Socialista. Rajoy, por sua vez, tinha apenas 47 por cento de apoio entre os eleitores do PP.
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