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Portal Terra BELO HORIZONTE - Os três conselheiros do Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCE-MG) suspeitos de envolvimento no esquema de fraudes no Fundo de Participação de Municípios (FPM), descoberto pela Operação Pasárgada, da Polícia Federal, não quiseram responder às perguntas feitas pelo delegado Mário Alexandre Veloso. - O inquérito está em segredo de Justiça e eles se resguardaram no direito de não falar - explicou o delegado Mário Veloso. - Na segunda-feira, espero relatar o processo e encaminhar à Justiça - completou. Os depoimentos do presidente do tribunal, Elmo Braz, do vice-presidente Wanderlei Ávila e do corregedor Antonio Carlos Andrada aconteceram nesta manhã na sede do TCE-MG porque, segundo a PF, eles têm foro privilegiado e conseguiram no Superior Tribunal de Justiça uma liminar para escolher o local e o horário. Ainda de acordo com a PF, os três conselheiros deveriam ter prestado esclarecimentos sobre um suposto esquema de emissão fraudulenta de certidões a municípios em débito com a União, o que possibilitaria às prefeituras inadimplentes a liberação de verbas do FPM retidas pelo INSS para garantia dos pagamentos das dívidas. Um auditor do TCE é o suspeito de ser o elo entre os conselheiros e uma empresa ligada às prefeituras investigadas. O servidor foi um dos 14 detidos na Operação De Volta para Pasárgada, deflagrada pela PF no mês passado, e que é uma continuação da Operação Pasárgada, quando 51 pessoas já haviam sido presas, entre elas prefeitos, gerentes de banco e um juiz federal, pela suspeita de envolvimento no esquema de fraudes contra o FPM.
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